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O Paysandu que precisa ligar o alerta no segundo tempo

O equilíbrio vem marcando a produção ofensiva do Paysandu na Série C do Campeonato Brasileiro, mas os números revelam um contraste importante quando o assunto é o desempenho defensivo.

Após 11 rodadas, o Papão marcou exatamente a mesma quantidade de gols em cada etapa das partidas, enquanto concentra a maior parte dos gols sofridos depois do intervalo.

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O levantamento da campanha bicolor mostra que a equipe balançou as redes 18 vezes na competição: nove gols foram marcados no primeiro tempo e outros nove na etapa final. Os dados indicam um ataque regular ao longo dos 90 minutos, sem depender de um período específico para construir os resultados.

No primeiro tempo, o Paysandu teve como destaque a goleada por 4 a 2 sobre o Botafogo-PB, quando marcou três vezes antes do intervalo. Também construiu vantagem cedo diante de Floresta, Anápolis, Barra, Itabaiana e Figueirense, demonstrando capacidade para iniciar as partidas em ritmo intenso.

Já no segundo tempo, o time manteve a eficiência ofensiva. A goleada sobre o Itabaiana foi consolidada com três gols após o intervalo, enquanto as vitórias sobre Volta Redonda e Maranhão foram definidas justamente na reta final. Também foi na etapa complementar que o Paysandu balançou as redes contra Brusque, Botafogo-PB, Anápolis e Inter de Limeira.

Se o ataque apresenta equilíbrio entre os dois tempos, a defesa mostra um cenário diferente. Dos 13 gols sofridos até aqui, apenas quatro aconteceram no primeiro tempo. Os outros nove foram registrados na etapa final, o equivalente a quase 70% dos gols sofridos pela equipe na competição.


O dado evidencia que o Paysandu costuma manter boa consistência defensiva nos 45 minutos iniciais, mas encontra mais dificuldades para segurar os adversários após o intervalo. Jogos contra Brusque, Barra, Itabaiana, Anápolis, Caxias, Floresta, Figueirense e Inter de Limeira reforçam essa tendência, já que os gols sofridos ocorreram, em sua maioria, na segunda etapa.

Mesmo com esse comportamento, a campanha bicolor segue entre as melhores da Série C. O Paysandu ocupa a terceira colocação, com 20 pontos em 11 partidas, e permanece firme na zona de classificação para a próxima fase.

Na retomada da competição, diante do Santa Cruz, na Curuzu, a equipe comandada por Júnior Rocha buscará manter o equilíbrio ofensivo e corrigir a principal vulnerabilidade apontada pelos números: reduzir os gols sofridos no segundo tempo para transformar o bom desempenho em uma campanha ainda mais consistente na luta pelo acesso.

GOLS DO PAYSANDU NA SÉRIE C (POR TEMPO DE JOGO)

Primeiro tempo – 9 gols marcados

  • Paysandu 1×1 Barra – 1 gol
  • Itabaiana 1×4 Paysandu – 1 gol
  • Paysandu 4×2 Botafogo-PB – 3 gols
  • Paysandu 2×1 Anápolis – 1 gol
  • Paysandu 2×0 Floresta – 2 gols
  • Figueirense 2×1 Paysandu – 1 gol

Segundo tempo – 9 gols marcados

  • Volta Redonda 0x1 Paysandu – 1 gol
  • Paysandu 1×1 Brusque – 1 gol
  • Itabaiana 1×4 Paysandu – 3 gols
  • Paysandu 4×2 Botafogo-PB – 1 gol
  • Paysandu 2×1 Anápolis – 1 gol
  • Paysandu 1×2 Inter de Limeira – 1 gol
  • Maranhão 0x1 Paysandu – 1 gol

GOLS SOFRIDOS PELO PAYSANDU NA SÉRIE C (POR TEMPO DE JOGO)

Primeiro tempo – 4 gols sofridos

  • Paysandu 4×2 Botafogo-PB – 2 gols
  • Caxias 2×0 Paysandu – 1 gol
  • Figueirense 2×1 Paysandu – 1 gol

Segundo tempo – 9 gols sofridos

  • Paysandu 1×1 Brusque – 1 gol
  • Paysandu 1×1 Barra – 1 gol
  • Itabaiana 1×4 Paysandu – 1 gol
  • Paysandu 2×1 Anápolis – 1 gol
  • Caxias 2×0 Paysandu – 1 gol
  • Paysandu 2×1 Floresta – 1 gol
  • Figueirense 2×1 Paysandu – 1 gol
  • Paysandu 1×2 Inter de Limeira – 2 gols

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