O caso que gerou medo e insegurança entre moradores do Condomínio Betel, em Ananindeua, teve um desfecho neste fim de semana. Allan Henrique Costa Pinheiro, apontado pela polícia como um dos envolvidos na invasão ao residencial que resultou na tomada de um vigia como refém, morreu após uma intervenção realizada por equipes do 29º Batalhão da Polícia Militar, no Conjunto Paar. A apuração é do repórter J R Avelar.
De acordo com informações da PM, os policiais realizavam rondas ostensivas na região quando foram procurados por um morador que preferiu não se identificar por medo de represálias. O denunciante informou que um dos suspeitos de participação no assalto registrado dias antes no condomínio estaria escondido em uma residência localizada na travessa Floriano Peixoto, além de estar armado.
Invasão ao condomínio gerou alerta
A invasão ao residencial deixou em alerta os moradores da região, que passaram a colaborar com informações capazes de auxiliar na identificação e localização dos envolvidos no crime.
Após receberem a denúncia, os militares seguiram até o endereço indicado. Segundo a corporação, o suspeito foi reconhecido por meio de uma imagem utilizada nas investigações e estava na parte da frente do imóvel no momento da chegada da equipe.
Confronto com a polícia
Ainda conforme o relato policial, ao perceber a aproximação dos agentes, Allan correu para dentro da residência e efetuou pelo menos um disparo de arma de fogo contra os militares. Diante da situação, os policiais reagiram e realizaram disparos para conter a agressão.
Após o confronto, o suspeito foi atingido e recebeu socorro imediato. Os policiais o levaram para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Distrito Industrial, mas o médico plantonista confirmou o óbito logo após a chegada à unidade.
Histórico criminal do suspeito
O caso foi apresentado na delegacia responsável pela investigação. A Polícia Civil dará continuidade aos procedimentos para apurar as circunstâncias da ocorrência e reunir elementos que auxiliem no esclarecimento dos fatos.
Segundo a Polícia Militar, Allan Henrique Costa Pinheiro possuía 14 passagens pela polícia, sendo 12 relacionadas a crimes praticados com violência ou grave ameaça, muitos deles com o uso de arma de fogo. A corporação também informou que ele era apontado como integrante de uma facção criminosa com atuação na região, exercendo funções ligadas à cobrança de taxas ilegais e à intimidação de moradores por meio de ameaças e violência.
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