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sexta-feira, abril 19, 2024
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Segunda opção, bacaba também está escassa este ano

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As chuvas do inverno amazônico acompanham o terror dos paraenses: a entressafra do açaí. Os preços sobem, e aquele que é o alimento primário de muitas famílias fica quase impossível de comprar. 

Em Belém, o litro do açaí já passa dos R$ 30 e a situação só deve se normalizar em meados de maio, com a diminuição das chuvas. Algumas pessoas, pelos mais diversos motivos, substituem o açaí por um alimento parecido mas não tão apreciado pelos paraenses: a bacaba. 

O período de safra da bacaba é entre dezembro e abril, justamente aquele em que o açaí é mais escasso. Em alguns anos, a fruta serve como substituto do queridinho dos paraenses, mas segundo o presidente da Associação de Vendedores Artesanais de Açaí de Belém (AVABEL), Carlos Noronha, esse não é o caso. Segundo ele, a plantação de bacaba também está escassa este ano. “Simplesmente o consumidor está deixando de tomar. O açaí não está sendo substituído, ele está ficando nas lojas”.

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Ele afirma que a bacaba está o mesmo preço do açaí, e que a substituição não faz sentido. A influenciadora digital Tiane Melo, que afirmou fazer a substituição nesse período, confirma a afirmação do presidente. “Aqui em casa a gente faz essa troca, mas o preço não é tão diferente. A bacaba também não tá barata. Mas a gente substitui porque às vezes o açaí não tá bom, tá meio fino. Aí a gente prefere tomar a bacaba”.

 

 

De acordo com o presidente da AVABEL, não há forma fácil de resolver o problema dos preços. Segundo ele, a entressafra é natural, e medidas como reserva de mercado ou limitação de exportações podem mitigar, mas não vão resolver o problema. “Não tem como apanhar açaí em período de chuva. O açaizeiro fica liso, a maré enche e invade o açaizeiro. O açaí se apanhar molhado estraga. Entressafra é entressafra, não tem o que fazer”.

O mais importante para os batedores, segundo ele, é que seja feita a reforma da Feira do Açaí e a medição do fruto. Ele afirma que os transportadores de açaí, que trazem o fruto produzido em Afuá, no Marajó, tiram um pouco de açaí de cada paneiro para vender a mesma quantidade por mais. “O paneiro que o cara tira do barco tá três ou quatro dedos abaixo da boca, e era pra estar na boca, pra poder dar uma lata, pra dar 14kg. Então a reivindicação é o peso do fruto do açaí, ele tem que ser pesado pra ser vendido pro batedor artesanal”. Ele afirma que o açaí não estaria tão caro se fosse feita a medição, porque o prejuízo é repassado ao consumidor.

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Carlos Noronha levou a reivindicação da AVABEL para a Secretaria Municipal de Economia (SECON), em reunião na manhã desta quinta-feira (14).

Ao fim do inverno amazônico, o preço deve retornar ao normal, embora com ajustes, mas não há como prever uma possível melhora antes disso.

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