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sexta-feira, junho 21, 2024
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O que os profissionais dizem sobre a compulsão alimentar 

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A compulsão alimentar é um desafio complexo no mundo todo, afetando a vida de cerca de 70 milhões de pessoas, segundo dados da OMS. Para saber como lidar com esta questão, conversamos com especialistas para entender os fatores psicológicos, estratégias de tratamento e abordagens nutricionais que podem ajudar os pacientes a superar esse problema.

Avaliação individualizada e plano de atendimento

A psicóloga Karine Hamad Vieira, Mestre em Teoria e Pesquisa do Comportamento pela UFPA, destaca a importância de uma avaliação cuidadosa para cada caso. “É necessário ouvir e compreender o paciente”, diz. “A partir dessa avaliação, podemos construir um plano de atendimento personalizado.”



Emoções e estresse: uma abordagem multifatorial

O primeiro ponto importante que precisa ser entendido é que a compulsão alimentar não tem uma causa única. “Os aspectos envolvidos são multifatoriais”, explica Karine. “É crucial investigar como o indivíduo lida com suas emoções em situações de estresse”. Ela observa que crises de ansiedade, por exemplo, podem levar a uma busca por alívio na comida.

Conscientização e autocompreensão

Karine trabalha com seus pacientes para aumentar a conscientização sobre sua relação com a comida. “A psicologia Cognitivo Comportamental oferece uma abordagem individualizada”, diz ela. “Terapeuta e cliente constroem o atendimento juntos, promovendo o autoconhecimento.”

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Técnicas psicológicas eficazes

Existem técnicas específicas de intervenção psicológica que se mostraram eficazes no tratamento da compulsão alimentar. No entanto, cada paciente é único. O terapeuta, em colaboração com o paciente, escolhe as técnicas mais adequadas para a situação específica.

Estratégias nutricionais para controlar impulsos

A nutricionista Jamile Khaled enfatiza a importância de estratégias nutricionais. “O paciente compulsivo deve ser tratado e nunca deve ficar com fome”, diz Jamile.  “E, principalmente, com a ajuda da psicologia, ensiná-lo a diferenciar qual o tipo de fome que ele está sentindo, para que cada vez menos ele coma por emoção, por ansiedade, por frustração, seja como for”, afirma. “É fundamental ensiná-lo a diferenciar o tipo de fome que está sentindo.”

Em resumo, a abordagem multidisciplinar, combinando psicologia e nutrição, é essencial para ajudar os pacientes a superar a compulsão alimentar. A conscientização, o apoio individualizado e a compreensão das emoções desempenham um papel fundamental nesse processo.

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Repórter: Mayra Monteiro

“Orgulhosamente paraense. Atua
como repórter no DOL e assessora de comunicação do Instituto Tradição do Pará.
Formada em Comunicação Social – Jornalismo pela Estácio FAP, é apaixonada por
ouvir e contar histórias, assim como aprender e compartilhar experiências”.

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