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Hospital infantil de Ananindeua: obras estão em estado de abandono

O que deveria ser o primeiro hospital infantil de Ananindeua, voltado exclusivamente ao atendimento de crianças e adolescentes até os 14 anos, permanece com as obras paradas e um cenário de abandono visível para quem passa às margens da travessa WE-72 com a SN-22, bairro Coqueiro, em Ananindeua.

O Hospital Municipal Infantil Dr. Celso Leão, iniciado em 2022, acumula mato e com estruturas inacabadas, já deterioradas pela ação do tempo. Ao todo, o Governo do Estado repassou R$ 30 milhões para a Prefeitura executar o projeto, mas até hoje a unidade não foi entregue.

Localizado no conjunto Cidade Nova 6, o hospital foi projetado para ter 70 leitos, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica, bloco cirúrgico e serviços de média e alta complexidade. Três anos depois do início das obras, porém, o cenário é de completo abandono.

Uma equipe do DIÁRIO esteve no local e constatou que a situação pouco mudou desde a última visita, há um ano. Na via principal, a travessa WE-72, da antiga placa de identificação, só restou a expressão “uma do Pará”. Sem informações sobre prazos ou valores, a população permanece sem respostas e sem perspectiva de inauguração.



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Na frente da obra, o muro que cerca a construção tem pequenas grades, hoje tapadas de forma improvisada – algumas com telhas, outras com pedaços de forro de PVC. Pelo que ainda se consegue enxergar, no interior, o chão é coberto por vegetação que cresce entre restos de materiais de construção largados. Já na lateral, pela SN-22, estruturas improvisadas de banheiros em tapumes se deterioram, e até o chuveiro de um dos boxes desapareceu. O que se constata, de fato, é que os trabalhos estão paralisados há muito tempo.

Para quem vive na cidade, a frustração é diária. O empreendedor Lucas Veiga, de 29 anos, relatou a decepção com a demora. “No ano que cheguei aqui, faltavam quatro meses para entregar a obra, segundo a placa. De lá para cá, já se passaram anos e está do mesmo jeito. Vez ou outra aparece uma comitiva de carros, entram, olham, mas nada muda. É uma tristeza, porque é um hospital que mexe com criança, e eu tenho um filho pequeno. Preferi pagar um plano de saúde, mas queria mesmo era poder contar com o hospital”, contou.



Se há algum funcionário destinado a obra, o empreendedor é categórico: “só trabalha a visagem”, e afirma que o único trabalhador no local é um vigia, apenas no horário noturno. Enquanto a obra não sai do papel, é preciso buscar alternativas. “Eu já fui atendido aqui quando era o Pronto-Socorro do 6 e sei o quanto funcionava. Hoje, em vez de melhorar, desativaram tudo e deixaram parado. É revoltante”, acrescentou.

Um feirante que trabalha há cinco anos nas proximidades, e preferiu não se identificar por receio de retaliações, também descreveu a paralisação como um descaso. “Eles levantaram a estrutura, mas já tem uns três anos que está parado. É dinheiro público jogado fora. O que era para ser uma referência para todo o município e para cidades vizinhas virou isso aí”, disse.



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