O mercado de trabalho do Pará fechou o segundo trimestre de 2026 com aumento da ocupação e redução do número de desempregados. Entre abril e junho, o Estado ganhou cerca de 98 mil trabalhadores ocupados, enquanto 25 mil pessoas deixaram o contingente de desocupados. Os dados são da PNAD Contínua, do IBGE, analisados pelo Dieese/PA.
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Taxa de desocupação e informalidade
A taxa de desocupação passou de 7% no primeiro trimestre para 6,2% no segundo. Apesar da redução de 0,8 ponto percentual, o IBGE considera a variação estatisticamente estável. Em relação ao mesmo período de 2025, quando a taxa era de 6,9%, também não houve mudança estatisticamente significativa.
Em números absolutos, o total de pessoas ocupadas no Pará aumentou de 3,667 milhões para 3,765 milhões, crescimento de 2,7% em três meses. Na comparação anual, porém, houve redução de 29 mil ocupados, já que o Estado tinha 3,794 milhões de trabalhadores no segundo trimestre do ano passado.
A queda foi mais expressiva entre os desempregados. O contingente passou de 275 mil para 250 mil pessoas entre o primeiro e o segundo trimestre, redução de 9,1%. Em relação ao mesmo período de 2025, quando havia 282 mil desocupados, a queda chegou a 11,5%, com 32 mil pessoas a menos nessa condição.
Apesar do avanço da ocupação, os dados apontam para a permanência da informalidade. Dos 3,765 milhões de ocupados no Pará, 2,347 milhões são empregados e 1,141 milhão trabalham por conta própria. Em apenas três meses, o número de trabalhadores por conta própria cresceu em 46 mil.
O crescimento ocorreu principalmente entre os trabalhadores sem CNPJ, cujo contingente passou de 1,012 milhão para 1,055 milhão. Segundo o Dieese/PA, o cenário mostra que a expansão da ocupação não ocorreu apenas em vínculos mais protegidos e reforça a presença da informalidade no mercado de trabalho paraense.
Rendimento médio abaixo da média nacional
A renda também não acompanhou o aumento da ocupação. O rendimento médio mensal real do trabalhador paraense ficou praticamente estável, passando de R$ 2.595 para R$ 2.593. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, houve queda real de 4,4%, equivalente a R$ 120.
O valor recebido no Pará também permanece abaixo da média nacional. Enquanto o rendimento médio paraense ficou em R$ 2.593, a média brasileira chegou a R$ 3.738. A diferença é de R$ 1.145, o que deixa a renda do trabalhador paraense 30,6% abaixo da média do País.
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