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Mãe de crianças desaparecidas em Bacabal revela medo e faz desabafo; veja

Mãe de crianças desaparecidas em Bacabal pede respostas e denuncia falta de informações.

Em Bacabal, a angústia de uma mãe que busca pelos filhos desaparecidos ganhou um novo e dramático capítulo esta semana. Clarice Cardoso, mãe de Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, decidiu romper o silêncio que mantinha há meses para denunciar o descaso e a falta de atualizações sobre as investigações que tentam localizar os irmãos.

Os pequenos sumiram no início de janeiro e, desde então, o mistério domina a comunidade quilombola de São Sebastião dos Pretos, na zona rural do município maranhense. Em um desabafo contundente nas redes sociais, Clarice revelou que o motivo de suas poucas aparições públicas não era a falta de interesse ou frieza, como sugerido por críticas maldosas na internet, mas sim um medo paralisante que a acompanhava desde o dia do sumiço.

A mãe questionou a eficácia do sistema de segurança pública, afirmando que as mensagens enviadas aos investigadores são visualizadas, mas permanecem sem resposta, deixando a família em um vácuo de incertezas e dor profunda.

Investigação e buscas iniciais

A Investigação, que já conta com um inquérito de mais de duzentas páginas, continua a trabalhar com diferentes hipóteses, embora nenhuma pista concreta tenha surgido após as primeiras semanas de buscas intensas. Inicialmente, a força-tarefa, composta por centenas de voluntários, agentes da Polícia Civil, Militar, Corpo de Bombeiros e até o Exército Brasileiro, concentrou esforços em áreas de mata fechada e lagos da região, utilizando drones com câmeras térmicas e cães farejadores.

As autoridades consideraram a possibilidade de as crianças terem se perdido na mata, terem sido vítimas de um ataque animal, como sucuris que habitam a área, ou até mesmo um afogamento no Rio Mearim. No entanto, a distância de cerca de vinte quilômetros até o rio e a ausência de vestígios após varreduras minuciosas fazem com que a família e parte da comunidade acreditem na tese de sequestro.

Para Clarice, o coração de mãe indica que os filhos foram levados por alguém e podem estar vivos em algum lugar, clamando para que quem esteja com eles os devolva e pedindo que o Estado não abandone o caso.

Em um apelo direto às autoridades estaduais, a mãe pediu atenção do governador Carlos Brandão e da secretária de Segurança Pública, coronel Augusta, @coronelaugusta_andrade , solicitando que visitem sua residência para esclarecer o andamento das investigações e apresentar respostas sobre o desaparecimento dos filhos.

O caso ganhou grande repercussão nacional e permanece sem solução, mesmo após dois meses e 15 dias de investigações. A mãe relata desgaste emocional, sentimento de abandono e a necessidade urgente de respostas, enquanto a Polícia Civil afirma que o inquérito segue em andamento e que todas as possibilidades continuam sendo apuradas.

Cronologia do desaparecimento

Histórico do desaparecimento das crianças de Bacabal:

  • 4 de janeiro de 2026: Ágatha Isabelle, Allan Michael e o primo Anderson Kauan desaparecem enquanto brincavam em uma área de mata no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal.
  • 5 de janeiro de 2026: Uma operação oficial de busca é montada com o apoio das polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros após o alerta da família.
  • 7 de janeiro de 2026: O primo Anderson Kauan, de 8 anos, é encontrado vivo e desorientado por um carroceiro em um povoado vizinho, a cerca de 4 km de distância, sem roupas e muito assustado.
  • 8 de janeiro de 2026: Peças de roupa e chinelos pertencentes ao primo localizado são achados na mata. O prefeito de Bacabal anuncia uma recompensa de R$ 20 mil por informações concretas sobre o paradeiro dos irmãos.
  • 11 de janeiro de 2026: Novas roupas infantis são encontradas por voluntários envolvidos nas buscas, mas a Secretaria de Estado da Segurança Pública descarta que os itens pertençam às crianças desaparecidas.
  • 20 de janeiro de 2026: A Marinha do Brasil passa a utilizar um sonar para realizar varreduras em rios e lagos da região, buscando indícios de um possível afogamento.
  • Fevereiro de 2026: As investigações entram em uma fase mais técnica e sigilosa. A linha principal da polícia continua sendo a de que as crianças se perderam, mas a ausência de vestígios biológicos na mata intriga os especialistas.
  • Março de 2026: Após mais de dois meses de buscas sem sucesso, a mãe Clarice Cardoso faz uma exposição pública nas redes sociais, revela que o silêncio era motivado por medo e exige respostas definitivas das autoridades sobre o destino de seus filhos.

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