Uma lesão cerebral traumática e perda auditiva são apontadas pela família como consequências da queda sofrida por um menino de 23 meses após ser lançado ao alto por uma funcionária de um espaço infantil em El Segundo, na Califórnia, Estados Unidos. O episódio ocorreu em março de 2025 e foi registrado por câmeras de segurança. Os pais, Matt e Elena Kittle, processam o Bay Club El Segundo.
Identificada nos documentos judiciais apenas pelas iniciais C.K., a criança havia sido deixada pelo pai no Clubhouse do Bay Club por volta das 8h30. Segundo a ação, uma funcionária segurou o menino pelas mãos, balançou o corpo entre as pernas e depois o ergueu acima da cabeça. A profissional teria soltado as mãos da criança quando ela estava a cerca de 1,8 metro do chão e não conseguiu segurá-la novamente.
Menino cai no piso e funcionária cai sobre ele
As imagens mostram o menino caindo e atingindo a cabeça no piso. A funcionária também perdeu o equilíbrio e caiu sobre ou muito próximo da criança, conforme descrito nas reportagens que tiveram acesso ao vídeo e ao processo. O menino começou a chorar intensamente após o impacto.
De acordo com a ação judicial, Matt Kittle recebeu inicialmente uma ligação informando que o filho havia caído, mas já estaria mais calmo. Cerca de 15 minutos depois, uma nova chamada pediu que o pai buscasse a criança. A família sustenta que a gravidade do episódio foi minimizada pelo estabelecimento.
“O lado direito do rosto de C.K. estava muito machucado. Seu olho direito estava inchado a ponto de fechar e sua boca estava inchada. Ao chegar em casa, C.K. apresentava extrema sonolência, letargia e irritabilidade”, afirma o processo apresentado pelos pais.
Lesão cerebral traumática
A criança foi levada ao hospital para avaliação de um trauma na cabeça e recebeu diagnóstico de lesão cerebral traumática. Segundo a família, o menino continua apresentando consequências do acidente, entre elas perda de audição.
Os pais também afirmam que uma funcionária teria informado que C.K. caíra de uma altura de aproximadamente 45 centímetros. Desconfiada da explicação, a família solicitou as gravações de segurança. As imagens, segundo os advogados, mostrariam o menino a cerca de 1,8 metro do chão antes da queda e contradiriam a versão inicial apresentada ao pai.
Matt e Elena Kittle acusam o Bay Club de negligência, agressão física, fraude e danos emocionais e pedem indenização em valor a ser definido por um júri. O processo também questiona a situação do serviço infantil perante as regras de licenciamento da Califórnia. A empresa informou ao Los Angeles Times que não poderia comentar uma ação judicial em andamento e declarou que a segurança é prioridade.
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