Quem viveu os anos 1990 provavelmente se lembra do chamado “caso Lorena Bobbitt“, um dos episódios policiais mais comentados da época. Trinta e três anos depois, a equatoriana Lorena Gallo, conhecida mundialmente pelo antigo sobrenome Bobbitt, voltou a ser assunto após detalhes de sua vida atual serem divulgados pela imprensa americana.
Hoje, aos 56 anos, ela mora em um bairro residencial no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, ao lado do companheiro de longa data, Dave Bellinger, da filha do casal e do cachorro da família. Segundo o jornal Daily Mail, o casal leva uma rotina discreta, frequentando academia, passeando pelo bairro e participando de atividades religiosas.
O caso que chocou o mundo em 1993
Lorena ficou conhecida em junho de 1993, quando amputou o pênis do então marido, John Wayne Bobbitt, enquanto ele dormia. O caso ganhou repercussão mundial e dominou jornais, revistas e programas de televisão durante semanas.
Durante o julgamento, Lorena afirmou que sofreu anos de agressões físicas, psicológicas e violência sexual praticadas pelo marido e disse que havia sido estuprada horas antes do episódio. Em 1994, ela foi considerada inocente da acusação por insanidade temporária. Já John Wayne Bobbitt respondeu à acusação de violência sexual no casamento, mas acabou absolvido.
Vida discreta e curiosidade dos vizinhos
Mesmo depois de mais de três décadas, o caso continua despertando curiosidade. Segundo moradores ouvidos pelo Daily Mail, a presença de Lorena ainda chama atenção no bairro.
“É divertido comentar. Você sempre pode começar uma conversa dizendo: ‘Adivinha quem mora na minha rua?’“, afirmou a vizinha Amelia Stern. Outro morador contou que ainda associa Lorena ao episódio que ganhou repercussão mundial. “Não tenho nada contra ela, mas não consigo vê-la sem imaginar aquela noite“, disse o vizinho, que preferiu não ser identificado.
Apesar da fama que marcou sua vida, Lorena mantém atualmente uma rotina longe dos holofotes e evita aparições públicas.
Caminhos diferentes após o caso
Surpreendentemente, após a cirurgia de reimplante, o órgão de John Wayne Bobbitt voltou a funcionar normalmente em poucos meses. Aproveitando a enorme repercussão do caso, ele chegou a atuar em uma série de filmes pornôs durante a década de 1990. Bobbitt sempre negou as acusações de agressão física e violência sexual feitas pela ex-esposa.
Enquanto isso, Lorena seguiu um caminho completamente diferente. Ao longo das últimas três décadas, ela passou a atuar em defesa de vítimas de violência doméstica e abuso sexual.
Em 2018, fundou a Fundação Lorena Gallo, organização sem fins lucrativos dedicada ao apoio às vítimas, à conscientização e à prevenção da violência doméstica.
Hoje, a equatoriana é reconhecida não apenas pelo episódio que a tornou conhecida mundialmente, mas também pelo trabalho desenvolvido em prol de mulheres que enfrentam situações de violência, transformando um dos casos criminais mais famosos dos anos 1990 em uma causa de conscientização e apoio às vítimas.
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O post ‘Caso Lorena Bobbitt’: mulher que amputou o pênis do marido reaparece 33 anos depois vivendo vida discreta apareceu primeiro em Diário do Pará.






