O futebol brasileiro convive com cobranças constantes por organização, segurança e respeito aos profissionais que fazem parte do espetáculo. Quando uma partida decisiva é interrompida em meio a problemas estruturais e questionamentos sobre as condições do estádio, a discussão ultrapassa as quatro linhas e passa a envolver a responsabilidade dos órgãos fiscalizadores e dos organizadores da competição.
Foi nesse contexto que o técnico Mazola Júnior se manifestou sobre os acontecimentos que levaram à interrupção da partida disputada inicialmente no sábado (11), e que terminou no domingo (12), com o empate em 1 x 1. O treinador do Paysandu cobrou explicações. “A minha única pergunta é: gostaria de saber quem, da vistoria da CBF, autorizou que esse jogo, nessa magnitude, fosse realizado nesse estádio”, disparou.
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Além de questionar os procedimentos de vistoria, Mazola criticou as condições oferecidas aos profissionais de imprensa, com destaque para a estrutura destinada aos cinegrafistas. “Quem foi que autorizou? Porque esse cidadão é o grande responsável por aquela quase tragédia que aconteceu aqui. Aquilo foi o maior absurdo que eu vi em 52 anos de futebol e em 25 anos como treinador”, declarou o técnico.
O treinador pediu que a categoria se mobilize para cobrar providências e classificou a situação como uma das mais graves que já presenciou ao longo da carreira. “Eu já trabalhei em seis países no mundo e em mais de 30 cidades. Nunca vi coisa parecida: o desrespeito ao torcedor e aos profissionais da imprensa”, disparou o treinador bicolor.
Jurídico do Paysandu vai analisar o caso
Mazola também esclareceu que a decisão de retornar a equipe ao campo para concluir a partida partiu de uma determinação da diretoria do Paysandu. Segundo o treinador, o cumprimento da ordem faz parte de suas atribuições profissionais. “Eu sou funcionário do clube. E, como funcionário, tenho que cumprir as ordens que me foram passadas pela diretoria. Agora é com o jurídico do Paysandu”, disse.
O comandante bicolor relatou ainda ter recebido informações de que dispositivos do regulamento da competição teriam sido infringidos tanto em Brusque, em Santa Catarina, quanto em Araraquara, no interior de São Paulo, onde o Paysandu enfrentou a Ferroviária. Mazola, porém, não detalhou quais regras teriam sido descumpridas.
Cumprimento de regra
A avaliação sobre possíveis infrações e eventuais medidas a serem adotadas ficará a cargo do departamento jurídico do clube. Ao encerrar sua manifestação, o treinador reforçou a necessidade de que as normas da competição sejam respeitadas, deixando a análise formal dos episódios para os responsáveis pela condução jurídica do caso. “Espero que o regulamento seja cumprido na competição”, concluiu.






