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Ed Motta fala sobre confusão em restaurante: “Fiquei irritado”

O clima descontraído de um tradicional restaurante no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro, terminou em tensão, gritaria e troca de acusações no último fim de semana. Dias depois da confusão que ganhou repercussão nas redes sociais, o cantor Ed Motta decidiu apresentar sua versão sobre o episódio que envolveu clientes, funcionários e até intervenção policial.

As imagens das câmeras de segurança, que circulam desde o início da semana, mostram o artista em meio ao tumulto dentro do estabelecimento. Segundo relatos de testemunhas e dos proprietários do restaurante, a discussão teria começado após a recusa da casa em conceder a cortesia da taxa de rolha ao grupo do cantor. Durante a confusão, Ed teria arremessado uma cadeira na direção de um funcionário.

Em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta quarta-feira (7), o músico confirmou o desentendimento e admitiu ter perdido o controle, mas contestou parte das acusações.

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“Aconteceu um problema, mas a história não está bem contada. Infelizmente, toda a confusão começou comigo. Fiquei irritado e me descontrolei. Eu estava bêbado e joguei uma cadeira no chão”, declarou.

O cantor negou, no entanto, que tenha tentado atingir qualquer funcionário do restaurante.

“Não joguei uma cadeira em direção ao funcionário. Jamais. Não foi jogado nada em direção a ninguém. As câmeras de segurança podem provar isso”, afirmou.

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Ed Motta também rebateu a versão apresentada pelos donos do estabelecimento sobre uma suposta briga envolvendo outros clientes ainda durante sua permanência no local. Segundo ele, o conflito mais intenso teria acontecido somente após sua saída.

“Eu fui embora e começou uma confusão entre as pessoas que ficaram na minha mesa e a outra mesa que estava no restaurante”, explicou.

De acordo com o artista, o desentendimento teria sido agravado pela frustração com a cobrança da taxa de rolha, prática que, segundo ele, nunca havia ocorrido ao longo dos anos em que frequenta o restaurante.

“Sou cliente deles desde o começo do restaurante, já levei milhares de pessoas lá e nunca tinham me cobrado isso”, disse.

O músico ainda afirmou que um funcionário teria contribuído para aumentar sua irritação durante a discussão.

“Um dos funcionários olhava para a mesa com cara de ironia e prazer por aquele estresse estar acontecendo. Me irritei com tudo aquilo, joguei a cadeira no chão e fui embora”, relatou.

Outro ponto de divergência entre as versões envolve acusações de preconceito. Os proprietários do restaurante afirmam que integrantes do grupo ligado ao cantor fizeram comentários ofensivos sobre a origem nordestina de funcionários e também insinuações relacionadas à orientação sexual da equipe.

Ed Motta, porém, sustenta que seus amigos foram os alvos das ofensas. “Foram as pessoas na mesa ao lado que ofenderam meus amigos, inclusive com ofensas homofóbicas, chamando meu amigo de ‘viado’, e xenofóbicas, mandando ele voltar para a Arábia”, declarou.

A situação terminou em uma briga generalizada. Um cliente que estava em uma mesa próxima afirmou à polícia ter sofrido um ferimento na cabeça durante o tumulto e precisou levar sete pontos. Segundo o depoimento prestado às autoridades, a confusão se agravou após a saída do cantor do restaurante.

O caso foi registrado na 15ª DP (Gávea) como lesão corporal e segue sob investigação.

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