A mãe de Winy Beatriz Bonettere da Trindade, de 17 anos, contestou a versão apresentada pelos dois homens que estavam com a jovem momentos antes do desaparecimento no Complexo do Ver-o-Rio, em Belém. Segundo Wanessa Bonerrete, a hipótese de que a filha teria entrado na água com a intenção de tirar a própria vida não condiz com as últimas conversas e os planos que ela tinha para aquele dia.
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De acordo com Wanessa, Winy saiu de casa, no bairro do Paar, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém, por volta das 13h, informando que iria para a escola, localizada no bairro do Telégrafo, na capital paraense. Cerca de meia hora depois, a adolescente enviou uma mensagem avisando que estava bem e pediu que o padrasto fosse buscá-la às 18h, pois participaria de um jogo de vôlei na igreja.
Para a mãe, esse comportamento demonstra que a filha pretendia retornar para casa. “Se ela queria morrer, por que pediu para ser buscada?”, questionou Wanessa.
Jovens relataram uso de bebida e antidepressivo
Segundo a mãe, os dois rapazes que acompanhavam Winy afirmaram que a adolescente ingeriu bebida alcoólica e um antidepressivo antes de entrar nas águas da Baía do Guajará. Wanessa diz que essas informações foram repassadas à família e deverão ser esclarecidas durante as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
Ela também afirma que a filha teria sido induzida a consumir essas substâncias, circunstância que deverá ser apurada pelas autoridades.
Celular reforça desejo de voltar para casa
Outro ponto citado pela família envolve o conteúdo do celular da adolescente, recuperado após o desaparecimento. Em mensagens trocadas com um contato identificado como “Jonas”, horas antes do encontro, Winy conversa sobre a compra de bebidas alcoólicas e drogas.
Em um dos trechos da conversa, a jovem escreve que queria “voltar viva para casa, de preferência”. Para a família, a mensagem contradiz a versão de que ela pretendia tirar a própria vida.
A autenticidade das conversas e o contexto em que foram enviadas ainda serão analisados durante a investigação.
Mochila, sapatos e tentativa de resgate
Wanessa também destacou que a filha retirou os sapatos antes de entrar na água, deixando o calçado e o celular guardados na mochila. Na avaliação da mãe, esse comportamento não confirma a hipótese inicialmente apresentada pelos jovens que estavam com ela.
A família informou ainda que um terceiro rapaz, maior de idade, teria tentado socorrer Winy ao perceber que ela entrou na baía. Segundo o relato, ele chegou a entrar na água, mas precisou retornar porque também corria risco de se afogar.
Mãe critica demora para pedir ajuda
A mãe da adolescente também questiona a conduta das pessoas que presenciaram a situação. Conforme relatos recebidos pela família, Winy aparentava estar desorientada e era amparada pelos dois jovens antes de entrar na Baía do Guajará.
Para Wanessa, mesmo diante desse cenário, ninguém acionou rapidamente as equipes de resgate, o que poderia ter aumentado as chances de um salvamento.
Corpo encontrado
O corpo da adolescente Winy Beatriz Bonettere da Trindade foi encontrado nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (05/08), nas proximidades do Complexo do Ver-o-Rio, em Belém. O resgate foi realizado pelo Grupamento Fluvial do Corpo de Bombeiros Militar do Pará, por volta das 6h, após buscas na região da Baía do Guajará.
De acordo com informações confirmadas pelo Corpo de Bombeiros, o corpo foi retirado da água e encaminhado ao posto do Grupamento Marítimo Fluvial, localizado na avenida Arthur Bernardes, para os procedimentos periciais.






