A cantora Simone Mendes está sendo processada pelo guitarrista Léo Martinussi, integrante da banda Tihuana, em uma ação que cobra cerca de R$ 1,3 milhão. O processo teve início após o desabamento de um muro do imóvel da artista, que atingiu a residência do músico em um condomínio de Barueri, na Grande São Paulo.
O incidente ocorreu em 6 de novembro de 2024, durante um período de fortes chuvas. Segundo o processo, água, lama e entulhos invadiram a propriedade de Léo e provocaram danos em diferentes áreas do imóvel, incluindo estruturas externas, pomar e canil.
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Laudo aponta falhas na obra
Um laudo pericial anexado ao processo atribui o desabamento à falta de medidas de engenharia preventiva na obra realizada no imóvel de Simone.
Segundo Marcelo Fernandes Madruga, advogado do guitarrista, a residência de Léo existe há aproximadamente 28 anos e já havia passado por diversos períodos de chuvas e tempestades sem registrar problemas semelhantes.
A defesa também sustenta que os danos provocados pelo desabamento ultrapassaram a área externa da propriedade e atingiram estruturas da residência.
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Defesa de Simone contesta versão
A assessoria de Simone Mendes afirma que as condições climáticas contribuíram para o episódio e classifica o desabamento como um incidente.
Segundo a equipe da cantora, a obra foi executada por uma empresa contratada, que seria responsável pela condução dos trabalhos e pelas questões relacionadas à segurança.
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O caso está sendo discutido judicialmente e, até o momento, não há decisão definitiva sobre a responsabilidade pelos danos ou sobre o valor da indenização.
Justiça determinou paralisação da obra
Em outubro de 2025, a Justiça de São Paulo determinou a interrupção da obra no imóvel de Simone e também estabeleceu a reconstrução dos muros e das áreas atingidas.
Na decisão, a juíza Daniela Nudeliman Guiget Leal apontou a existência de risco aos ocupantes da propriedade e a possibilidade de novos desmoronamentos.
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“A situação atual representa perigo concreto aos ocupantes do imóvel e a manutenção da situação pode ocasionar novos desmoronamentos, especialmente em caso de novas chuvas”, afirmou a magistrada na decisão.
O processo segue em tramitação na Justiça de São Paulo.






