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quinta-feira, abril 18, 2024
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BNDES Periferias: parceria do Ministério das Cidades apoia redução da desigualdade em favela

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com a Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, lançou nesta quinta-feira (21) o BNDES Periferias. A iniciativa de apoio a comunidades das periferias brasileiras com foco na promoção da diversidade e redução da desigualdade.

O Secretário Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, Guilherme Simões, esteve no Rio de Janeiro para lançar mais um esforço do governo Lula para desenvolver potencialidades e combater a desigualdade. “Esse momento é um marco no reconhecimento da existência desses territórios e sobretudo dessas pessoas. Estamos aprendendo a fazer política pública para as favelas e para as periferias”, disse Guilherme Simões.

Para o secretário, o conceito geral do programa Periferia Viva é justamente levar política pública para os lugares deficitários. “Quando o BNDES nos procura para fazer essa parceria, a gente contribui apontando onde estão esses territórios e quais devem ser priorizados nesse primeiro momento e nessa primeira abordagem”, destacou.

O lançamento ocorreu por meio de chamada pública do Fundo Socioambiental (FSA) do BNDES, com foco em geração de trabalho e renda, educação, cultura e inclusão social, irá destinar R$ 50 milhões não reembolsáveis para projetos de inclusão produtiva urbana em favelas e periferias em duas frentes iniciais: Polos BNDES de Desenvolvimento e Cultura e Trabalho e Renda da Periferia. Considerando captações de parceiros privados e públicos, os investimentos totais podem chegar a R$ 100 milhões.

Poderão participar da chamada entidades privadas sem fins lucrativos, atuando em rede ou não, que tenham experiência na implantação e operação de projetos similares nos territórios contemplados pela iniciativa. Serão apoiadas as favelas e comunidades periféricas incluídas nos municípios identificados pelo Programa Periferia Viva do Ministério das Cidades.

“A iniciativa BNDES Periferias é pioneira no BNDES. Vamos reforçar nossa atuação na redução das desigualdades a partir da estruturação de polos culturais e iniciativas para geração de emprego e renda. A periferia precisa de um espaço público, onde você possa, fazer atividade, formação profissional, que tenha equipamentos e um ambiente adequado”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

A iniciativa foi apresentada inicialmente a mais de 50 entidades representativas dos movimentos sociais, que participaram, nessa quarta-feira (20), de oficina de apresentação e detalhamento do BNDES Periferia. O encontro, na sede do banco, no Rio de Janeiro, contou com a presença do presidente do Banco, Aloizio Mercadante, da diretoria Socioambiental, Tereza Campello, e do secretário Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, Guilherme Simões.

No âmbito do Polo BNDES de Desenvolvimento e Cultura serão criados espaços multidisciplinares de inovação, cultura e geração de trabalho e renda. O BNDES apoiará a implantação de espaços adaptáveis, em territórios periféricos, para integração e oferta de serviços à comunidade, como cursos, práticas esportivas e culturais etc. Cada polo terá característica própria, adaptado para funcionalidades e usos definidos coletivamente pelas comunidades, com base em suas potencialidades e vocações.

A segunda frente, Trabalho e Renda da Periferia, apoiará projetos que visem a realização de capacitação, mentoria e aporte de recursos de “capital semente” para negócios periféricos que priorizem mulheres, jovens e população negra. O objetivo do Banco é contribuir para melhoria do resultado dos negócios, ampliação de mercados e acesso a financiamentos.

“Hoje, estamos abrindo a chamada permanente pública para esse primeiro ciclo, que abrange os polos e a ação de trabalho e renda. Vamos dar apoio para empreendedores, valorizando mulheres, jovens e população negra, prioritariamente”, disse a diretora Tereza Campello, explicando que o projeto é resultado de um diálogo iniciado em 2023 com as comunidades. “Já tivemos muitos diálogos e, para avançarmos, é fundamental manter a escuta e a contribuições de todos”.

Fonte: Gov.br

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