O 41° Congresso dos Gideões Missionários da Última Hora (GMUH) registrou um dos momentos mais impactantes de sua história recente neste domingo, 3 de maio. A pastora Helena Raquel utilizou sua ministração para romper o silêncio sobre temas frequentemente negligenciados nos púlpitos. Portanto, ela trouxe à tona a violência doméstica e o abuso infantil dentro da comunidade cristã.
Em um tom de denúncia profética, a pregadora direcionou sua fala especificamente às mulheres evangélicas. Segundo ela, o objetivo era salvar vidas da morte. Por isso, ela disparou um conselho decisivo: “Pára de orar por ele hoje e comece a orar por você”. Além disso, a pastora incentivou as vítimas a buscarem delegacias de apoio à mulher e lugares seguros para proteção.
‘Quem agride mata”
Helena Raquel também alertou que as mulheres não devem aceitar pedidos de desculpas após episódios de violência. De acordo com a pregadora, o ciclo de abuso é perigoso, pois “quem agride, mata”. Da mesma forma, ela confrontou a existência de líderes e fiéis que sustentam uma aparência de piedade, mas exercem tirania em seus lares. “Machão que prega e soca a mulher em casa existe, e nós sabemos”, afirmou a pastora, criticando abertamente a omissão das lideranças.
Posteriormente, a pregadora abordou dados da Safernet sobre a participação de brasileiros em grupos de pornografia infantil. Ela afirmou que, estatisticamente, pessoas com tais práticas estavam presentes no congresso. Nas redes sociais, ela reforçou seu posicionamento com uma nota oficial. Para ela, “pecado não se protege, se confronta”. Por fim, a fala de Helena Raquel é vista como um divisor de águas na ética pentecostal, ao classificar abusos como crimes que exigem intervenção estatal via Ligue 180 ou Ligue 100.
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