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Dia do Orgulho Autista: Ionpa reforça atendimento gratuito e inclusão social

Aos 4 anos, Jade leva uma vida repleta de atividades. Participa de corridas, desfiles, eventos culturais e convive com amigos.

O cenário é bem diferente do vivido pela família há dois anos, quando ela recebeu o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

Na época, a menina não andava, apresentava dificuldades na comunicação e uma forte seletividade alimentar. Hoje, graças ao acompanhamento realizado pelo Centro de Reabilitação e Organização Neurológica do Pará (Ionpa), em Belém, Jade conquistou mais autonomia e independência.

“Conseguimos incluir nossa filha de forma digna no esporte e na cultura. O Ionpa se tornou nossa segunda casa. Além do cuidado com a Jade, recebemos apoio como família”, relata a mãe, Caroline Lima.

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Atualmente, o Ionpa atende cerca de 600 famílias, sendo a maioria encaminhada pela rede pública de saúde. A instituição atua no acompanhamento de pessoas com TEA, TDAH, Síndrome de Down, Rett, Parkinson, Alzheimer, sequelas de AVC e outros transtornos do desenvolvimento.

Segundo o diretor institucional do Ionpa, Fernando Larrat Miranda, o diferencial está no atendimento integral ao paciente e à família. “O cuidado não se limita ao paciente. Buscamos compreender toda a realidade familiar e social para garantir a continuidade do tratamento e alcançar os resultados esperados”, afirma.

Método pioneiro amplia autonomia e qualidade de vida

Fundado em 1971, o Ionpa foi a primeira instituição das regiões Norte e Nordeste, no segmento de recursos terapêuticos para pessoas com danos cerebrais, a firmar parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS) e a receber autorização para utilizar o método Doman, desenvolvido pelo The Institutes for the Achievement of Human Potential, nos Estados Unidos.

O método é baseado em programas intensivos de estimulação sensorial e motora, com foco na reorganização neurológica e no desenvolvimento da autonomia dos pacientes.

O impacto do tratamento também é percebido por famílias como a de Ian, paciente do Ionpa desde 2017. Diagnosticado com autismo nível 2 de suporte e não verbal, ele apresentou avanços significativos ao longo dos anos. 

“Passamos por vários atendimentos sem resultados. Quando conhecemos o método do Ionpa, vimos uma evolução muito grande. Eu vi na prática o resultado do trabalho desenvolvido aqui”, afirma o pai, Cleiton Fonseca.

Inclusão além dos consultórios

Além das terapias e acompanhamentos clínicos, o Ionpa promove eventos que incentivam a socialização e o protagonismo dos pacientes. Festas temáticas, atividades esportivas e programações culturais fazem parte da proposta de inclusão desenvolvida pela instituição.

A tradicional Festa Junina do Ionpa, realizada nesta semana, reuniu pacientes, familiares e profissionais em um momento de integração e celebração. Para a equipe, essas experiências complementam o tratamento e ajudam a fortalecer habilidades sociais e emocionais.

“Todas as datas comemorativas são oportunidades para que os pacientes desenvolvam autonomia, convivência coletiva e cidadania. Nosso trabalho vai muito além do atendimento clínico”, destaca o diretor-geral do Ionpa, Fernando Corrêa Miranda.


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