O lote que guarda uma das memórias mais sensíveis da história do Brasil voltou a chamar atenção nos últimos dias. Localizado na rua 57, no Centro de Goiânia, o espaço onde ocorreu o acidente com o Césio-137, em 1987, teve o acesso bloqueado com vasos de plantas, numa tentativa de impedir a circulação de veículos e pedestres.
A intervenção aconteceu após o local ganhar visibilidade nas redes sociais e reacender o interesse público sobre a tragédia.
A movimentação no terreno ganhou destaque depois que um vídeo mostrou que a área vinha sendo utilizada como estacionamento, tanto durante o dia quanto à noite.
A repercussão cresceu ainda mais com o lançamento da minissérie Emergência Radioativa, da Netflix, que trouxe novamente à tona discussões sobre o acidente e os pontos atingidos na capital goiana.
De acordo com relatos de moradores da região, a instalação das plantas teria sido feita pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg).
A medida busca impedir o uso irregular do espaço, que é de responsabilidade do Estado e não deve ser ocupado ou utilizado para qualquer finalidade.
Ponto deve permanecer isolado
O terreno marca o local onde a cápsula contendo Césio-137 foi aberta, dentro de uma residência, pelo catador Roberto Santos Alves. Após o acidente, a casa foi demolida, a área passou por um processo de descontaminação e, posteriormente, foi coberta com concreto.
Mesmo assim, o ponto segue sob monitoramento da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e deve permanecer isolado.
Moradores afirmam que o bloqueio do lote já era uma reivindicação antiga, diante do uso inadequado da área. Apesar disso, ainda chama atenção a ausência de placas ou qualquer tipo de sinalização que informe sobre a importância histórica do local e a proibição de uso.
Na prática, muitos motoristas que estacionavam ali provavelmente desconheciam o passado e as restrições envolvendo o terreno.
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