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O drama das crianças de Bacabal: o que se sabe após meses de silêncio e agonia

O sumiço dos pequenos no Maranhão já dura mais de 90 dias sem novas pistas. Foto: divulgação/reprodução

O desaparecimento dos pequenos Ágatha Isabelly, de seis anos, e Allan Michael, de quatro anos, tomou rumos sombrios em Bacabal, no Maranhão. O caso completou três meses em abril de 2026, mas as novas revelações da mãe, Clarice Cardoso, sugerem que a história é muito mais complexa do que um simples sumiço na floresta. No dia 4 de janeiro, os irmãos desapareceram junto com o primo Anderson Kauã, de oito anos.

Embora o primo tenha sido localizado três dias depois, sem roupas, Ágatha e Allan permanecem desaparecidos. Agora, Clarice quebra o silêncio e denuncia que está sofrendo ameaças para não falar sobre o caso.

Recentemente, a mãe cancelou uma entrevista importante para um programa de alcance nacional. O apresentador Paulo Mathias revelou que o motivo seria o medo gerado por ameaças de pessoas ainda não identificadas. Além disso, Clarice expôs uma contradição crucial na investigação.

Enquanto as autoridades afirmam que o menino Anderson Kauã se perdeu sozinho com os primos, a criança deu um relato diferente para a tia. Segundo a mãe, Anderson confessou que um homem tirou suas roupas e levou Ágatha e Allan. “Não tia, foi um homem que tirou minha roupa, me deixou lá e levou Belinha e o Michael”, teria dito o menino. Clarice acredita que o sobrinho está amedrontado e que alguém o instruiu a esconder a verdade.

Investigação e indignação da família

A situação das investigações também gera indignação. Clarice afirma que o poder público abandonou a família. Ela relata que as mensagens enviadas para a delegacia não possuem retorno e as buscas físicas pararam há várias semanas. O cenário remete ao sofrimento vivido no caso de José Arthur, outra criança desaparecida que mobilizou as redes sociais sem um desfecho rápido. No Maranhão, nem mesmo os drones ou cães farejadores encontraram vestígios físicas das duas crianças. Clarice teme que o silêncio das autoridades facilite o esquecimento do crime.

Apelo desesperado e pressão por respostas

Por fim, a mãe faz um apelo desesperado para que o caso não seja arquivado. Ela luta contra o luto e agora contra o medo das pressões que vem recebendo. “Eu preciso saber dos meus filhos, eu quero respostas”, desabafou. O silêncio da polícia e os relatos de ameaças colocam o estado do Maranhão sob pressão. A sociedade cobra que a versão do sobrevivente sobre a presença de um terceiro envolvido seja investigada com rigor, antes que o rastro de Ágatha e Allan desapareça definitivamente.

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