A crescente presença de animais de estimação nos lares brasileiros tem impulsionado mudanças no comportamento dos tutores e aberto espaço para novos serviços no mercado. Entre eles, a assistência pet se destaca como uma alternativa para lidar com imprevistos e organizar os custos relacionados aos cuidados com cães e gatos.
Na região Norte, esse movimento acompanha a expansão do setor pet, que já movimenta bilhões e apresenta forte potencial de crescimento.
Apesar de concentrar a menor fatia da população de pets do país, com cerca de 6,3%, a região Norte tem destaque com o Pará, responsável por 3,1% desse total. Em todo o Brasil, o setor pet movimentou aproximadamente R$ 77 bilhões em 2025, segundo o Instituto Pet Brasil.
Os cães lideram em número, com cerca de 60 milhões, seguidos por aves, com 40 milhões, e gatos, com 30 milhões, de acordo com a Abinpet.
Mesmo com esse cenário expressivo, a proteção financeira voltada aos animais ainda é pouco difundida. Estimativas da CNseg e do SindsegNNE apontam que apenas cerca de 250 mil pets possuem algum tipo de cobertura de saúde no país — o equivalente a apenas 0,24% dos mais de 100 milhões de cães e gatos.
O dado evidencia o amplo espaço para crescimento do setor, especialmente quando comparado a países como Estados Unidos e Reino Unido, onde esse tipo de serviço já é amplamente consolidado.
No Brasil, a assistência pet geralmente está vinculada a seguros tradicionais, como os residenciais, automotivos ou de viagem. Esses serviços incluem desde orientação veterinária por telefone e atendimentos emergenciais até indicação de clínicas, transporte em situações de urgência, hospedagem temporária e suporte em casos de perda do animal. Também há coberturas que atendem situações inesperadas, como a hospitalização do tutor.
Esse tipo de assistência tem papel relevante ao facilitar o acesso a orientações profissionais e reduzir impactos financeiros em momentos críticos. Além disso, contribui para que decisões sobre a saúde do animal sejam tomadas com base no bem-estar, e não apenas na disponibilidade financeira imediata.
A inclusão de serviços como a telemedicina veterinária também amplia o acesso a atendimento qualificado, com respostas mais rápidas e maior suporte aos tutores.
O avanço da medicina veterinária também influencia diretamente esse mercado. Exames mais sofisticados, cirurgias complexas e tratamentos especializados tornaram-se mais comuns, elevando a qualidade de vida dos animais, mas também os custos envolvidos.
Nesse contexto, a assistência pet surge como uma ferramenta de planejamento, ajudando tutores a lidar com despesas inesperadas e incentivando práticas preventivas, como vacinação e acompanhamento regular.
Com uma população de pets que já ultrapassava 149 milhões em 2021 e segue em crescimento, o Brasil apresenta um cenário promissor para a expansão desse segmento. Ainda assim, especialistas apontam como desafios o desconhecimento da população sobre esses serviços e a percepção de custo.
A tendência, no entanto, é de avanço gradual, à medida que cresce a conscientização sobre os cuidados necessários para garantir qualidade de vida aos animais e a importância de se preparar para imprevistos.
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