O coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, 53, preso preventivamente e réu pelo feminicídio da própria esposa, a soldado Gisele Alves Santana, foi aposentado pela corporação com vencimentos de R$ 30 mil mesmo após o crime que chocou o país. A aposentadoria não faz com que o tenente-coronel escape do processo de expulsão da corporação, aberto pela Corregedoria contra o oficial.
A transferência para a reserva, mantendo todas as regalias da patente, ocorreu a pedido do próprio oficial, garantindo a ele salário integral e manutenção dos benefícios, o que gerou forte repercussão e críticas. Com os critérios de proporcionalidade, o salário de aposentado dele deve ficar em torno de R$ 21 mil.
O caso teve início com a morte de Gisele, também integrante da Polícia Militar, em um episódio de extrema violência que rapidamente ganhou destaque nacional pela gravidade e pelo fato de envolver dois agentes da segurança pública. As investigações apontaram o tenente-coronel como autor do crime, levando à prisão preventiva e posterior denúncia do Ministério Público por feminicídio.
Entenda os principais detalhes do caso:
Repercussão e questionamentos sobre o caso
Desde então, o processo segue em andamento na Justiça, enquanto a corporação passou a lidar com questionamentos sobre a conduta administrativa diante de um crime dessa magnitude. A decisão de aposentadoria, em vez de exclusão imediata, reacendeu o debate sobre privilégios concedidos a militares investigados ou réus por crimes graves.
Especialistas apontam que a transferência para a reserva, nesses casos, pode ocorrer por previsão legal, mas destacam o impacto social da medida, especialmente quando envolve acusações de violência contra a mulher. O caso também reforça a discussão sobre a necessidade de revisão de normas que tratam da permanência de benefícios a agentes públicos acusados de crimes graves.
Cobranças por justiça e rigor nas decisões
Enquanto isso, familiares da vítima e setores da sociedade cobram justiça e punição compatível com a gravidade do crime, além de maior rigor nas decisões administrativas envolvendo servidores investigados. O processo judicial segue em curso e deve definir o desfecho penal do caso que permanece como um dos mais emblemáticos recentes envolvendo membros das forças de segurança.
O tenente-coronel virou réu por feminicídio e fraude processual pela morte da soldado Gisele Alves Santana. O crime aconteceu na manhã de 18 fevereiro, ems eu apartamento, no Brás, centro de Saão Paulo. A investigação aponta que a cena foi manipulada para simular suicídio. O caso, inicialmente tratado como suicídio, passou a ser investigado como feminicídio.
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