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quarta-feira, março 18, 2026

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Caminhoneiros articulam paralisação nacional e ameaçam abastecimento

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Categoria pressiona governo diante da alta do diesel

A possibilidade de uma greve nacional de caminhoneiros voltou a ganhar força no Brasil e pode se concretizar ainda nesta semana, acendendo alerta para impactos na logística e no abastecimento em todo o país. A mobilização vem sendo articulada por lideranças da categoria em diferentes estados e ganhou impulso após assembleias recentes que discutiram o aumento expressivo do diesel e a defasagem nos valores do frete.

De acordo com representantes do setor, a paralisação pode começar já a partir desta quinta-feira (19) ou até o fim de semana, dependendo da adesão nacional. A estratégia inicial não prevê bloqueios de rodovias, mas sim uma paralisação gradual, com caminhoneiros deixando de aceitar cargas e permanecendo parados em casa ou nos pontos de apoio.

O principal fator que impulsiona a mobilização é a escalada do preço do óleo diesel, que registrou aumentos recentes e já impacta diretamente a rentabilidade dos transportadores. Dados do setor indicam que o combustível acumula alta significativa nas últimas semanas, elevando os custos operacionais e tornando inviável a realização de fretes em muitos casos.

Demandas dos caminhoneiros e impacto no abastecimento

Além do preço do combustível, os caminhoneiros também cobram o cumprimento do piso mínimo do frete, maior fiscalização sobre empresas que pagam abaixo da tabela, revisão da política de preços da Petrobras e medidas como isenção de pedágio para veículos vazios e retomada de direitos previdenciários da categoria.

Apesar da articulação crescente, o movimento ainda não é totalmente unificado. Algumas entidades classificam a mobilização como regional ou em fase de organização, o que pode influenciar no nível de adesão e no alcance da paralisação.

O governo federal acompanha a situação e já avalia possíveis medidas para evitar uma crise semelhante à registrada em 2018, quando uma greve nacional provocou falta de combustíveis, alimentos e insumos em diversas regiões do país, afetando serviços essenciais e a economia.

Riscos e consequências da greve

Caso a nova greve se concretize com ampla adesão, especialistas alertam para riscos de interrupção no transporte de cargas, aumento de preços e impacto direto na cadeia de abastecimento, especialmente em setores dependentes do modal rodoviário, que é responsável pela maior parte da distribuição de mercadorias no Brasil.

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