Andressa Ferreira/DOL – Os trabalhos da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) foram retomados na manhã desta sexta-feira, 21 de novembro, em Belém, após reabertura da Zona Azul depois que um princípio de incêndio foi registrado em uma das áreas onde ocorre a conferência. O incidente, rapidamente controlado pelo corpo de bombeiros e equipes de segurança da organização, não deixou feridos e não comprometeu a estrutura principal do evento. Ainda assim, houve uma revisão dos protocolos de segurança e uma reorganização da agenda para garantir a continuidade das discussões.
Com a normalização das atividades, as delegações retomam os debates sobre mitigação das emissões de gases de efeito estufa, adaptação climática e financiamento internacional para países em desenvolvimento — temas considerados centrais nesta reta final de conferência. O ambiente voltou ao ritmo intenso característico dos encontros climáticos, reforçando a urgência das negociações.
Especialistas e representantes de organizações civis ressaltaram que o episódio não diminuiu a importância estratégica da COP30, vista como uma das conferências mais decisivas desde o Acordo de Paris. Com o aumento de eventos climáticos extremos e o ritmo insuficiente de implementação das metas globais, a conferência em Belém tem sido apontada como uma oportunidade crucial para redefinir compromissos e avançar em mecanismos de financiamento climático.
Expectativas para reta final de conferência
Ao longo do dia, grupos de trabalho vão concentrar esforços em propostas para acelerar a transição energética, ampliar o combate ao desmatamento e estabelecer novas diretrizes para o uso sustentável das florestas tropicais. A escolha de Belém como sede reforçou o foco sobre a Amazônia, cuja preservação é considerada essencial para limitar o aquecimento global.
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O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, afirmou que o incidente não alterará o curso das negociações e destacou o comprometimento das delegações em aproveitar cada hora restante.
Corrêa do Lago concluiu destacando as expectativas para esta reta final de conferência. “Entramos agora na fase decisiva. Esperamos que esta COP resulte em acordos mais ambiciosos e exequíveis. A comunidade internacional tem plena consciência de que não há mais tempo a perder — e é isso que deve orientar as decisões finais em Belém”, afirmou.
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