Brenda Hayashi/DOL – O último dia da Green Zone (zona verde), na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, COP30, em Belém, foi de intensa movimentação nas primeiras horas desta sexta-feira, 21 de novembro. Antes mesmo da abertura oficial, às 9h, uma longa fila já se formava do lado de fora. Visitantes de várias idades e regiões aproveitaram a última oportunidade para conhecer os estandes que reúnem cultura, ciência, moda, artesanato e iniciativas de sustentabilidade com forte identidade amazônica. A área, totalmente gratuita e aberta ao público sem necessidade de credenciamento, segue funcionando até às 21h.
Dentro da Green Zone, o público encontra uma grande variedade de estandes de entidades da sociedade civil e de órgãos públicos, além de mostras, exposições, oficinas, debates e distribuição de brindes. Os espaços de moda paraense, estilistas locais e microempreendedores chamam atenção, assim como os estandes de tecnologia, bioeconomia, gastronomia e organizações sociais. Tudo isso em um ambiente marcado pela regionalidade, com decoração feita de artesanato de miriti, vasos de barro, plantas de açaí e elementos que remetem diretamente à Amazônia.
Para muitos visitantes, o grande movimento não foi problema. Na fila, o estudante Kedson Lemos aguardava acompanhado da família e contou que chegou cedo: “Tô aqui pra pegar uma bolsa com a minha tia. Ela foi ali tirar uma foto e daqui a pouco a gente entra para assistir.”
Na organização, os voluntários trabalhavam sem pausa para orientar o público presente. Segundo o voluntário Cauan Souza, “hoje segue tudo movimentado, como foi em todos os dias”. Segundo ele, “o fluxo deve aumentar” ao longo do dia.
Ao longo da manhã, filas se formaram em quase todos os estandes do Pavilhão Pará, reforçando o interesse do público pelo conteúdo regional. A experiência amazônica, da cultura à inovação, foi o grande destaque da Green Zone e encerra com a mesma intensidade dos debates climáticos que tomaram Belém nos últimos dias.
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