O Turismo de Base Comunitária (TBC) é um modelo que fortalece as comunidades locais, gera renda e reconhece saberes tradicionais. Em Caratateua, ele nasce do protagonismo dos próprios moradores — que planejam, recebem e conduzem cada vivência, transformando casas, terreiros e ateliês em espaços de encontro e aprendizado.
O famtour de lançamento do projeto percorreu a ilha entre 8h e 18h, começando na Praia da Brasília, com recepção do Grupo Parafolclórico Tucuxi e do Regional Jurupari, em uma roda de carimbó e café comunitário. Consultores do Programa TFB, André Jordani e Tainah Fagundes, apresentaram o conceito da rota.
A jornada seguiu pela Cerâmica São João, com uma vivência guiada por Mestre João e Mestra Sinéia, onde os visitantes moldaram peças simbólicas e aprenderam sobre o ofício ancestral do barro.
Na Casa de Mariana, a ialorixá Mãe Sandra conduziu uma roda de conversa sobre ancestralidade, religiosidade afro-amazônica e o papel das mulheres como guardiãs de saberes.
O turno da manhã encerrou no Chalé Sítio de Maré, com vivência agroecológica e gastronômica: colheita e degustação de açaí fresco, almoço amazônico com peixe frito, doces artesanais e produtos locais como JS Drinks, Gengibirra Lis da Mata e Delícias da Naza, ao som do Regional Jurupari.
À tarde, a programação passou pela Biblioteca Tralhoto e pelo Boi Misterioso, com exposição de tambores conduzida por Don Perna, da Casa Preta, e apresentação do Mestre Apollo. O encerramento reuniu os Pássaros Juninos na Associação Cultural Colibri, com figurinos, feira de artesanato e apresentações dos grupos Colibri, Tem-Tem, Pipira da Água Boa e Monturo do Urubu do Fidélis.
“No pássaro precisamos de, no mínimo, 35 brincantes. Por isso abrimos inscrições para a comunidade. A brincadeira envolve toda a família — crianças, jovens, adultos e idosos”, contou a professora Inaiá Paes, do grupo Tem-Tem.
Os 12 destinos do Caratateua Viva!
Cada parada do roteiro é um elo da cultura viva da ilha:
- Grupo Parafolclórico Tucuxi e Regional Jurupari – oficinas e apresentações de carimbó, xote e lundu.
- Casa de Mariana (Mãe Sandra) – terreiro de fé e acolhimento afro-brasileiro.
- Cerâmica São João (Mestre João) – tradição oleira e memória do barro.
- Atelier Cerâmico (Mestra Sinéia) – arte em argilas coloridas da ilha.
- Chalé Sítio de Maré (Rose e Elivaldo) – vivência agroecológica e gastronômica.
- Terreiro Inzo Mukongo (Tatetu Kalité) – casa de tradição bantu angola e formação cultural.
- Biblioteca Tralhoto e Boi Misterioso (Mestre Apollo) – leitura, boi-bumbá e cultura popular.
- Casa Preta (Don Perna) – quilombo urbano de arte negra e tecnologias livres.
- Monturo do Urubu (Cordão do Urubu) – quintal comunitário e palco de resistência.
- Cordão de Pássaro Tem-Tem (Profª Inaiá Paes) – teatro e música sobre lendas amazônicas.
- Associação Cultural Colibri (Mestra Laurene) – arte popular e tradição junina.
- Cerâmica Reis (Luiz Gonzaga) – esculturas e utensílios com técnicas ancestrais.
Serviço
Agendamento: pelo Instagram @caratateuaviva
Local: Ilha de Caratateua (Outeiro), Belém – PA
Duração: 1 dia (aproximadamente 7 horas de vivências)
Grupos: até 15 pessoas
Inclui: transporte e café da manhã
Almoço: comunitário, com preços acessíveis
IMAGEMS!
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