O golaço de Castro na vitória do Paysandu sobre o Nacional-AM, pela ida da final da Copa Norte, trouxe à memória um termo histórico do futebol brasileiro: a “folha seca”. O chute de fora da área do zagueiro ganhou efeito no ar antes de morrer no fundo das redes, garantindo vantagem bicolor para o duelo decisivo em Manaus.
A expressão atravessa gerações e nasceu justamente em clima de Copa do Mundo. O “inventor do gol” foi o lendário Didi, um dos maiores meio-campistas da história da Seleção Brasileira e destaque nas conquistas dos mundiais de 1958 e 1962.
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O movimento ficou conhecido pela trajetória imprevisível da bola. A técnica consistia em aplicar efeito para que ela caísse bruscamente, semelhante ao movimento de uma folha seca despencando de uma árvore.
A batida virou marca registrada de Didi e ganhou fama internacional durante a passagem do bicampeão mundial pelo futebol europeu, onde ganhou o apelido de “Mr. Football” (Senhor Futebol).
Décadas depois, Castro reviveu o estilo em pleno Mangueirão. O defensor acertou um chute forte e colocado, sem chances para o goleiro adversário, levantando a torcida bicolor na primeira partida da decisão regional. Após o jogo, o próprio jogador revelou que os treinamentos têm sido fundamentais.
“Orientação do Júnior Rocha e muito treinamento. Estamos trabalhando todo dia a finalização e o resultado está saindo”, destacou.
O lance rapidamente ganhou repercussão entre torcedores nas redes sociais, principalmente pela semelhança com os famosos chutes de efeito eternizados em antigas Copas do Mundo. A coincidência aumenta pelo momento do calendário: o Mundial de 2026 começa no próximo dia 11 de junho.
Além da vantagem construída na final, o Paysandu agora volta as atenções para a Série C. O Papão encara o Floresta na próxima segunda-feira (25), às 20h, antes da decisão da Copa Norte, marcada para o dia 28 de maio, na Arena da Amazônia.







