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Suspensão de Vilela abre disputa por vaga de volante no Paysandu

Quando um titular se lesiona, recebe cartão ou apresenta queda de rendimento, a vaga no time automaticamente acende o alerta para os reservas; é nesse momento, muitas vezes em jogos decisivos ou em situações de pressão, que o banco ganha protagonismo, oferecendo a quem estiver preparado a oportunidade de entrar em campo, mostrar serviço e mudar o rumo da partida.

No Paysandu, a ausência do volante Leandro Vilela, punido pelo terceiro cartão amarelo, abriu caminho para uma verdadeira “seleção interna” no elenco bicolor. Três nomes despontam como candidatos a ocupar a cabeça de área no confronto de segunda-feira contra a Ferroviária-SP, na Curuzu: André Lima, Ânderson Leite e Ronaldo Henrique. Somente um deles formará dupla com Matheus Vargas, herdeiro das antigas funções de contenção do meio-campo.

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Ânderson Leite e Ronaldo Henrique, aproveitando a visibilidade adquirida na participação no Re-Pa do último sábado (21), mostram-se especialmente confiantes. Na útima quinta-feira (26), Ronaldo Henrique comentou sobre o duelo em Araraquara e destacou a urgência de conquistar pontos para afastar o Paysandu da zona de rebaixamento. “A gente sabe que estamos com duas vitórias consecutivas, mas, também, sabemos que a situação não é favorável. Então temos de correr atrás, o mais rápido possível, jogo a jogo. Vamos em busca disso na segunda-feira e quem sabe até saindo dessa zona de rebaixamento”, afirmou o volante, sem esconder a ansiedade pela chance de estrear como titular.

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Sobre a provável escalação, Ronaldo preferiu cautela, ressaltando a liberdade que o técnico Claudinei Oliveira terá nos próximos dias para definir o time. “Vamos esperar para ver o que o professor vai falar. Ainda temos alguns dias para ele decidir como é que vai preparar e armar o time. Tenho de estar preparado para cinco, 90 minutos”, ponderou.

PERDA NA FAMÍLIA

Em meio à expectativa, Henrique também revelou que se afastou de alguns treinos recentemente devido ao falecimento de seu avô, figura paternal em sua vida. “É complicado, né? A gente abre mão de muita coisa para viver o nosso sonho. Às vezes a gente acaba ficando longe de pessoas que a gente ama, sem ter tempo para aproveitar tanto quanto a gente queria”, desabafou. “Era uma pessoa muito importante na minha vida. Sempre foi um apoiador da minha profissão”, completou, emocionado.

A decisão sobre quem assumirá o lugar de Vilela deve ser anunciada pelo treinador nos próximos treinamentos, mas a disputa promete manter o meio-campo bicolor motivado para a difícil tarefa contra a Ferroviária.

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