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Apesar da derrota, Léo Condé diz que Remo “beirou a perfeição contra o Coritiba”

A derrota por 3 a 2 para o Coritiba, na noite desta segunda-feira (31), no estádio do Mangueirão, válido pela 25ª rodada da Série A do Brasileirão, deixou o Remo ainda mais pressionado na luta contra o rebaixamentoO cenário poderia ter sido completamente diferente: uma vitória colocaria o Leão fora da zona perigosa da competição. Em vez disso, o time sofreu a virada diante de um estádio lotado e aumentou a cobrança sobre o técnico Léo Condé.

Mesmo com o resultado negativo e a reação da torcida, o treinador fez uma avaliação bastante diferente daquela apresentada nas arquibancadas. Para Condé, o Remo teve uma atuação de alto nível e chegou a apresentar, principalmente no primeiro tempo, o que ele classificou como uma partida que “beirou a perfeição”.

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“Tivemos amplo domínio contra o time do Coritiba. Embora tenhamos levado um gol no início, recuperamos a calma e conseguimos empatar e até virar o jogo. Fizemos uma partida que beirou a perfeição no primeiro, mas acabamos sofrendo a derrota numa infelicidade”, afirmou.

A declaração, porém, contrasta com a principal cobrança feita pelos torcedores após a partida. Para quem acompanhou o jogo no Mangueirão, não basta apresentar bons momentos ou dominar o adversário num jogue “que beire a perfeição” se as oportunidades não são transformadas em gols e o resultado positivo não aparece.

E justamente nesse ponto Condé reconheceu um dos problemas da equipe. O treinador admitiu que o Remo desperdiçou muitas chances durante a partida e apontou a falta de eficiência como um dos fatores que impediram o time de transformar a superioridade em uma vitória importante na tabela.

Ataque produz, mas defesa preocupa

Na avaliação do técnico, o desempenho ofensivo não é o principal problema do Remo. Condé afirmou que o clube está entre os dez melhores ataques da Série A, mas a fragilidade defensiva tem comprometido o trabalho realizado na frente.

A equipe sofreu três gols diante do Coritiba e novamente deixou escapar pontos que poderiam ser decisivos na luta pela permanência na primeira divisão. Para o treinador, o sistema defensivo precisa receber atenção especial. “É um setor que vamos precisar dar uma atenção, porque levar esses gols tem custado muito pra gente”, acrescentou.

O diagnóstico ajuda a explicar uma das contradições do Remo na competição: um time capaz de criar e marcar gols, mas que também tem encontrado dificuldades para impedir que os adversários balancem as redes. Em uma disputa apertada contra o rebaixamento, esse desequilíbrio acaba tendo um peso ainda maior.

Nas mãos da diretoria

Além da derrota, outro assunto dominou a entrevista coletiva: a permanência de Léo Condé no comando do Remo. Questionado sobre o futuro após mais um resultado negativo, justamente em uma rodada na qual o clube tinha a possibilidade de sair da zona de rebaixamento, o treinador não garantiu que continuará no cargo e transferiu a decisão para a diretoria azulina.

“Quem tem que responder é a diretoria. Eu tenho bastante convicção do meu trabalho, eu sabia que seria um desafio grande. Foram quatro meses iniciais ruins do time, mas essa avaliação é da direção”, declarou.

O problema para o Remo é que, independentemente da avaliação sobre desempenho, o campeonato é decidido pelos pontos conquistados. Contra o Coritiba, o Leão teve a chance de transformar uma boa atuação em três pontos e, consequentemente, deixar o Z-4.

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Mas, não conseguiu e agora, além de corrigir os problemas defensivos e melhorar a eficiência nas finalizações, o clube precisa definir rapidamente se Léo Condé será o responsável por conduzir a equipe na sequência da luta pela permanência na Série A.

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