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Quanto custa a cobertura do caso Elize Matsunaga? Imóvel onde ocorreu o crime está à venda; veja imagens

Uma das propriedades mais famosas das crônicas policiais aos voltou aos holofotes: a luxuosa cobertura onde Elize Matsunaga matou o marido. Foto: Reprodução

Uma das propriedades mais famosas das crônicas policiais brasileiras voltou aos holofotes: a luxuosa cobertura triplex  em São Paulo, onde Elize Matsunaga matou e esquartejou o empresário Marcos Matsunaga em 2012, está à venda por R$ 2,8 milhões

O valor, embora alto, é considerado uma “pechincha” para o padrão do edifício: segundo o jornalista Ullisses Campbell, do jornal O Globo, o preço está cerca de 32% abaixo do valor de mercado.

Quarto do pânico e jiboia de estimação

O imóvel de 370 metros quadrados, construído em 1990, ocupa quatro pavimentos e é marcado por uma planta labiríntica de corredores estreitos. Mas o que realmente desperta a curiosidade são os detalhes:

O Quarto do Pânico: Escondido atrás de um armário, o apartamento possui um refúgio com portas blindadas, sistema de climatização independente e até uma linha telefônica exclusiva para emergências.

A “Suíte” da Cobra: Um dos quartos da cobertura era o lar de Gigi, uma jiboia de estimação do casal. O réptil tinha um recinto com árvore e banheira, mas costumava circular livremente pela casa para tomar sol à beira da piscina.

Adega de Milhões: Um dos dormitórios foi transformado em uma adega climatizada para abrigar a valiosa coleção de vinhos de Marcos, que chegou a ser avaliada em R$ 3 milhões.

Onde o crime aconteceu

Apesar do glamour que inclui piscina privativa, sauna seca e cinco suítes, cada canto do imóvel carrega o peso da história ocorrida em maio de 2012. Segundo O Globo, o crime começou na sala, após uma discussão sobre traição iniciada por uma pizza. Foi ali que Elize disparou contra o marido.

O desfecho mais dramático ocorreu no quarto de hóspedes, para onde o corpo foi arrastado. Na manhã seguinte, enquanto a filha do casal, então com 9 meses, estava com a babá, Elize passou seis horas no cômodo desmembrando o cadáver com uma faca de cozinha antes de descartar os restos mortais em Cotia.

O destino do imóvel

Após anos de batalhas nos tribunais, Elize perdeu o direito ao imóvel devido à sua condenação. A cobertura passou integralmente para o nome dos pais de Marcos Matsunaga.

Embora a família afirme que o apartamento já foi vendido, anúncios ainda permanecem ativos em diversas plataformas, permitindo que curiosos e potenciais compradores agendem visitas.

Enquanto imóveis similares no mesmo prédio valem cerca de R$ 12,1 mil por metro quadrado, a cobertura do crime está sendo ofertada por R$ 8,2 mil o metro quadrado.

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