Uma operação contra “rachadinhas” na Assembleia Legislativa de Rondônia prendeu dois servidores comissionados e afastou outros 11 nesta quinta-feira (09).
A ação da Polícia Federal mirou suspeitos envolvidos em lavagem de dinheiro, fraudes em licitações e associação criminosa. Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão no município de Ariquemes, incluindo a prefeitura da cidade.
Na capital, Porto Velho, os agentes foram à sede da Assembleia Legislativa e, ainda, em endereços em Manaus, no Amazonas.
A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 9 milhões em bens, ativos financeiros e criptoativos. A PF apreendeu maços de dinheiro, relógios de luxo, automóveis e equipamentos eletrônicos.
A investigação começou em 2024, após relatórios do Coaf, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, mostrarem movimentações suspeitas de uma empresa de Manaus.
A PF aponta a existência de uma associação criminosa estruturada em duas frentes: uma voltada à fraude em licitações e ao direcionamento de contratos públicos em Ariquemes; outra dedicada ao desvio de recursos públicos por meio de rachadinha, com o uso de contas de servidores comissionados da Assembleia Legislativa do Estado.
Foram identificadas movimentações financeiras superiores a R$ 9 milhões, valores incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados.
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