A agressão contra um entregador de aplicativo terminou em tumulto e tentativa de invasão a um condomínio localizado na rodovia Mário Covas, no bairro do Coqueiro, em Ananindeua, região metropolitana de Belém. Na madrugada deste domingo (2), dezenas de trabalhadores da categoria foram até o residencial onde mora o homem apontado como responsável por atingir a vítima com uma garrafa durante a entrega de um lanche.
Bombas jogadas para dentro do residencial
Vídeos publicados nas redes sociais mostram entregadores concentrados diante do condomínio, forçando o portão de entrada e tentando acessar a área interna. Artefatos semelhantes a bombas também teriam sido lançados para dentro do residencial, provocando barulho, correria e medo entre os moradores. Não há, até o momento, informação oficial sobre feridos durante a mobilização ou sobre danos causados ao patrimônio.
Trabalhador agredido por morador durante entrega
Segundo os relatos que acompanham as imagens, a confusão começou depois que um entregador foi ao endereço para deixar um pedido e acabou agredido pelo morador. A garrafa jogada por um morador do apartamento que pediu a entrega provocou um ferimento no trabalhador. Uma segunda garrafada feita por um amigo do agressor acertou a cabeça do entregador. A notícia, denunciada em um vídeo pela própria vítima nas redes sociais, se espalhou rapidamente entre grupos de profissionais de entrega, que organizaram a concentração diante do condomínio durante a madrugada.
As publicações geraram reações divididas nas redes sociais. Parte dos internautas manifestou solidariedade ao entregador e cobrou responsabilização do agressor. Outros criticaram a tentativa de entrada coletiva no residencial e o lançamento de explosivos, sob o argumento de que a reação colocou moradores sem relação com o episódio em risco.
Tensão entre entregadores e moradores de condomínio
O episódio evidencia uma tensão recorrente entre entregadores e clientes em condomínios da Região Metropolitana de Belém. Em janeiro de 2024, outro trabalhador, identificado como Ailton Costa Freitas, denunciou ter levado um tapa no rosto após se recusar a entrar em um condomínio situado na mesma rodovia Mário Covas para entregar um medicamento. O caso foi registrado na Seccional da Cidade Nova e também provocou protesto da categoria.
Em março de 2025, entregadores voltaram a promover uma mobilização em Ananindeua depois que um ciclista de aplicativo foi agredido durante uma discussão de trânsito. Na ocasião, a categoria percorreu ruas da cidade, foi até a residência do suspeito e seguiu para uma delegacia, demonstrando a capacidade de rápida articulação dos trabalhadores diante de ataques contra colegas.
Até a última atualização, não havia confirmação pública sobre prisões, registro de boletim de ocorrência, estado de saúde do entregador ou manifestação da administração do condomínio. Também não foi informada a identidade do morador acusado. O espaço permanece aberto para o posicionamento dos envolvidos e das forças de segurança.
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