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Sargento morto no Pará já havia perdido o filho, assassinado a tiros em 2022

O guarda municipal Bruno Sarges, filho do sargento da reserva Antônio Anildo Alves foram executados em crimes distintos num intervalo de 4 anos no Pará.

As execuções do sargento da reserva da Polícia Militar Antônio Anildo Alves e do filho dele, o guarda municipal Mariano Bruno Sarges, expõem uma sequência de violência que atingiu a mesma família em um intervalo de pouco mais de quatro anos no nordeste do Pará. Antônio Anildo foi morto a tiros na quarta-feira (29) no centro de Mãe do Rio. Bruno foi assassinado em 18 de junho de 2022, durante um ataque registrado por câmeras de segurança em Aurora do Pará.

Apesar da proximidade familiar e das características de execução apresentadas nos dois homicídios, não há, até o momento, confirmação oficial de ligação entre os casos. A Polícia Civil continua investigando a morte do sargento para identificar todos os envolvidos, esclarecer a motivação e definir a participação de cada suspeito.

Execução do guarda municipal Bruno Sarges em 2022

Bruno, como o guarda municipal era conhecido, estava de folga e conversava com amigos em uma loja de conveniência de um posto de combustíveis quando foi surpreendido, por volta das 4h30. As imagens mostram um veículo preto se aproximando, criminosos armados desembarcando e efetuando vários disparos. A vítima caiu e continuou sendo atingida, enquanto os autores fugiram logo depois. Apenas o agente municipal foi baleado.

Na época, a polícia identificou como suspeitos Levi dos Santos da Silva, conhecido como “Torre do CV”; Pedro Paulo de Castro, chamado de “Beiçola”; Deuziel Garcia de Oliveira, o “Sucuba”; e Robson Raul Cordeiro. Um policial ouvido sob anonimato afirmou que Bruno vinha recebendo ameaças e que o ataque teria sido planejado. As acusações dependiam de confirmação no decorrer da investigação e do processo judicial.

O automóvel utilizado no crime foi localizado abandonado nas proximidades da comunidade Santa Ana do Pirimpindeua, em Aurora do Pará. Em dezembro de 2022, Pedro Paulo de Castro Lima foi preso em Ananindeua, apontado como o último suspeito que ainda era procurado pela participação na morte do guarda municipal.

Pai e filho foram executados em crimes distintos registrados com intervalo de quatro anos no nordeste paraense. Antônio Anildo Alves foi morto a tiros em 29 de julho de 2026, no centro do município paraense de Mãe do Rio. Bruno Sarges foi executado em 18 de junho de 2022, enquanto conversava com amigos em Aurora do Pará.

Morte do sargento Antônio Anildo Alves e investigações

Quatro anos depois, a violência voltou a atingir a família. Antônio Anildo Alves, também conhecido como Sargento Alves, foi executado em frente a um supermercado no centro de Mãe do Rio. O crime provocou uma ampla mobilização das polícias Civil e Militar em municípios da região.

Segundo o balanço divulgado durante a operação, cinco suspeitos morreram em intervenções policiais, cinco pessoas foram presas e uma adolescente foi apreendida. Armas, carregadores, munições, drogas, veículos e uma luneta de precisão também foram recolhidos. Entre os presos está Evellyn Braga, investigada pela Polícia Civil por supostamente prestar apoio logístico ao grupo envolvido no homicídio. A prisão não representa condenação, e a responsabilidade dela deverá ser definida pela Justiça.

As investigações sobre a morte do sargento permanecem abertas. Perícias nos materiais apreendidos, depoimentos e análises de imagens e aparelhos eletrônicos poderão ajudar a esclarecer quem ordenou o ataque, qual foi a motivação e se os responsáveis mantinham ligação com organizações criminosas atuantes no nordeste paraense.

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