O desfecho do caso que mobilizava as autoridades brasileiras e argentinas desde o último fim de semana foi confirmado nesta segunda-feira (20): o professor goiano Valter de Oliveira foi encontrado morto em Buenos Aires.
O docente, que havia desaparecido após sair para um encontro marcado por meio de um aplicativo de relacionamentos, teve seu corpo localizado pela Polícia Federal Argentina (PFA) em uma região da capital ainda sob perícia. A notícia foi recebida com profunda consternação por familiares que aguardavam atualizações no Brasil e já haviam acionado o Itamaraty para auxiliar nas buscas.
Circunstâncias ainda investigadas
As circunstâncias da morte ainda estão sendo investigadas sob sigilo pela justiça argentina. O professor, que estava em férias, foi visto pela última vez deixando o hotel onde se hospedava, no bairro de Palermo, na noite de sábado.
O rastreio do sinal do celular e a análise das contas em plataformas de relacionamento foram cruciais para que os agentes chegassem ao paradeiro de Valter, embora a localização exata do corpo e o estado em que foi encontrado não tenham sido detalhados oficialmente para não comprometer o inquérito.
Possível latrocínio
A principal linha de investigação trabalha com a hipótese de crime violento, possivelmente um latrocínio (roubo seguido de morte) ou homicídio, dada a interrupção abrupta de comunicação e o desligamento do aparelho telefônico logo após o início do encontro.
“É um momento de dor insuportável. Queremos que as autoridades argentinas sejam céleres na identificação de quem estava com ele naquela noite”, afirmou um porta-voz da família em Goiás, visivelmente abalado. O Consulado-Geral do Brasil em Buenos Aires já emitiu nota confirmando que está prestando todo o apoio logístico para o traslado do corpo e acompanhando os desdobramentos da autópsia, que deverá apontar a causa exata e o horário do óbito.
Polícia argentina segue na apuração do caso
Até o momento, não há prisões confirmadas ou nomes de acusados divulgados, mas a polícia argentina analisa imagens de câmeras de segurança de vias públicas para identificar o trajeto feito pelo brasileiro e com quem ele se encontrou.
Valter era descrito por amigos como um homem prudente, o que torna o crime ainda mais chocante para a comunidade acadêmica onde atuava. O Itamaraty reforçou que permanece em contato direto com a chancelaria argentina para garantir que o caso não fique impune.
O traslado para o Brasil deve ocorrer nos próximos dias, assim que as perícias obrigatórias da legislação local forem concluídas e o corpo for liberado para os familiares.
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