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Polícia prende suspeitos de duplo homicídio por dívida de R$ 500 com tráfico de drogas no Pará

Fabrício Pereira Corrêa e Douglas Reche Ferrer Nievas foram presos durante a operação S Robust, deflagrada pela Polícia Civil para investigar um duplo homicídio em Canaã dos Carajás.

Uma dívida de aproximadamente R$ 500 relacionada ao tráfico de drogas pode ter motivado um duplo homicídio ocorrido em Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará. A suspeita levou a Polícia Civil a prender temporariamente Fabrício Pereira Corrêa, conhecido como “Índio”, e Douglas Reche Ferrer Nievas, investigados como possíveis mandantes do ataque que matou Geifson Danilo da Silva e Eduardo da Silva Tinoco. Uma terceira vítima, Emerson Matos de Jesus, também foi baleada, mas conseguiu escapar. As prisões ocorreram neste fim de semana, durante a operação “S Robust”.

A ofensiva foi conduzida por policiais civis de Canaã dos Carajás, vinculados à Superintendência Regional de Carajás, com apoio da Coordenadoria de Operações Especiais. Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela Justiça da comarca.

Polícia Civil prende dois investigados por duplo homicídio ocorrido em agosto de 2026, no município de Canaã dos Carajás, no sul do Pará. Fabrício Pereira Corrêa, conhecido como Índio, e Douglas Reche Ferrer Nievas tiveram prisão temporária durante a operação S Robust, no Pará. Fotos: J.R. Avelar.

Invasão de residência e disparos

O crime aconteceu em 14 de agosto de 2026, em um imóvel localizado na rua do Campo, no bairro João Pintinho.

Segundo a investigação, Geifson, Eduardo e Emerson estavam no quintal da residência quando dois homens usando capacetes chegaram em uma motocicleta preta, sem placa de identificação.

Os criminosos entraram no imóvel e efetuaram vários disparos de arma de fogo contra as três vítimas. Geifson Danilo da Silva e Eduardo da Silva Tinoco morreram em consequência dos ferimentos.

Emerson Matos de Jesus também foi atingido, mas conseguiu fugir do local e procurar atendimento em uma unidade hospitalar.

A sobrevivência de Emerson foi considerada importante para o avanço das investigações, pois ele forneceu informações que ajudaram a Polícia Civil a identificar possíveis envolvidos no planejamento do ataque.

Geifson Danilo da Silva e Eduardo da Silva Tinoco morreram após homens armados invadirem uma casa no bairro João Pintinho, em agosto de 2026. Emerson Matos de Jesus sobreviveu ao ataque a tiros e forneceu informações úteis para a investigação do duplo homicídio em Canaã dos Carajás.

Dívida de drogas como motivação

Durante a apuração, os investigadores identificaram como possível motivação uma dívida de aproximadamente R$ 500, atribuída a Geifson e relacionada à comercialização de entorpecentes.

Em depoimento, Emerson apontou Fabrício Pereira Corrêa e Douglas Reche Ferrer Nievas como possíveis mandantes da execução.

O sobrevivente também relatou suspeitas de envolvimento dos dois investigados com o tráfico de drogas na região.

A Polícia Civil passou a confrontar essas informações com depoimentos de testemunhas, imagens de câmeras de segurança e levantamentos realizados pelas equipes de investigação.

Até o momento, a motivação financeira e a participação dos suspeitos são hipóteses investigativas, ainda sujeitas à apuração e à análise judicial.

Câmeras de monitoramento registraram uma Saveiro Robust branca nas proximidades do imóvel pouco antes do ataque investigado pela polícia. Equipes da Polícia Civil cumpriram dois mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão durante a operação realizada no Pará.

Câmeras e monitoramento de suspeitos

Um dos principais elementos da investigação foi a identificação de uma caminhonete Volkswagen Saveiro Robust branca.

Imagens de câmeras de monitoramento indicaram que Douglas e Fabrício, conhecido como Índio, teriam comparecido ao imóvel onde ocorreu o ataque minutos antes dos disparos.

A presença do veículo nas proximidades da residência passou a ser analisada pelos policiais como possível ligação entre os investigados e a ação criminosa.

Durante o monitoramento dos suspeitos, realizado também por meio de campanas, os agentes observaram movimentações consideradas compatíveis com possíveis atividades relacionadas ao comércio de drogas.Os investigadores identificaram ainda contatos frequentes entre os dois homens.

Um usuário de entorpecentes ouvido pela polícia afirmou que adquiria drogas diretamente de Douglas e relatou a atuação conjunta dos investigados.

Esses elementos foram reunidos aos depoimentos e às imagens para fundamentar os pedidos de prisão temporária e de busca e apreensão.

Operação “S Robust” e continuidade das investigações

Com base nas informações reunidas, a autoridade policial solicitou à Justiça medidas cautelares para aprofundar a investigação e identificar outros possíveis participantes do crime. Os pedidos foram autorizados pelo juízo da comarca de Canaã dos Carajás.

Neste fim de semana, equipes da Polícia Civil, com apoio da Coordenadoria de Operações Especiais, cumpriram os dois mandados de prisão temporária e os quatro de busca e apreensão domiciliar.

Fabrício Pereira Corrêa e Douglas Reche Ferrer Nievas foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais.

O nome da operação, S Robust, faz referência à caminhonete Saveiro Robust identificada durante a investigação. Segundo a polícia, o rastreamento do veículo ajudou a estabelecer conexões entre os suspeitos e a reconstruir parte da dinâmica do crime.

As investigações continuam para esclarecer a participação individual de cada envolvido, identificar os executores dos disparos e determinar se outras pessoas participaram do planejamento ou da execução do ataque.

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