A Polícia Civil do Pará prendeu, na manhã desta terça-feira, 2 de junho, dois policiais militares e um terceiro suspeito investigados pelo assassinato de Jessé Fernando Farinha da Silva Ramos, conhecido como Farinha, morto a tiros em Marabá. Segundo a corporação, a Operação Efeito Cliquet foi sustentada por um conjunto de provas consideradas robustas, enquanto a motivação do crime ainda permanece sob investigação. As informações foram divulgadas pelo Correio de Carajás e pelo portal Carajás Notícias.
Os presos foram identificados como os policiais militares Tiago da Silva Cabral e Jardel da Silva Santos, além de Gerlânio Macedo Amorim, apontado como participante do homicídio e que não integra forças de segurança. A ação foi coordenada pela Delegacia de Homicídios da 21ª Seccional Urbana de Marabá e marcou uma nova fase das investigações sobre o crime que provocou forte repercussão no sudeste do Pará.
Além dos mandados de prisão temporária, os policiais civis cumpriram sete mandados de busca e apreensão domiciliar em imóveis ligados aos investigados. O objetivo da operação foi ampliar a coleta de provas e reunir novos elementos que possam esclarecer completamente a execução.
Detalhes do assassinato de Jessé Farinha
Jessé Farinha, de 22 anos, foi assassinado no dia 24 de abril, na Folha 28, no Núcleo Nova Marabá. Segundo as investigações, o jovem havia acabado de sair de uma partida de futebol realizada no Colégio Luzia Nunes Fernandes e seguia a pé em direção à Folha 17, acompanhado de um amigo.
Durante o trajeto, os dois foram surpreendidos pelos atiradores. Jessé morreu ainda no local, antes da chegada do socorro. O amigo também foi atingido pelos disparos, mas conseguiu sobreviver. A Polícia Civil evita detalhar, neste momento, a dinâmica exata do ataque e a possível participação individual de cada investigado para não comprometer o andamento do inquérito.
Provas robustas e o papel do delegado Antônio Mororó
Em entrevista, o superintendente regional da Polícia Civil no Sudeste do Pará, delegado Antônio Mororó, afirmou que a investigação reuniu provas contundentes capazes de embasar os pedidos judiciais apresentados pela autoridade policial.
Segundo Mororó, os investigadores trabalharam na reconstrução do crime e consolidaram um acervo probatório considerado consistente. Entre os materiais analisados estão várias horas de imagens captadas por câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas, análises documentais e outros elementos reunidos durante semanas de apuração.
“As provas demonstram, de forma inequívoca, a participação dos três investigados na empreitada criminosa”, afirmou o delegado.
Ainda conforme o superintendente, a representação pelas prisões cautelares foi fundamentada em evidências consideradas sólidas pela equipe da Delegacia de Homicídios. O delegado ressaltou que o trabalho investigativo permitiu identificar vínculos, cruzar informações e avançar sobre a atuação dos suspeitos no caso.
Apesar das prisões e do avanço da investigação, a motivação do assassinato ainda não foi oficialmente esclarecida. Esse continua sendo um dos principais focos da Polícia Civil nesta etapa do inquérito.
A expectativa dos investigadores se concentra, agora, na análise dos materiais apreendidos durante a operação, principalmente aparelhos celulares e outros equipamentos eletrônicos recolhidos nos endereços alvo da operação. A polícia acredita que esses dispositivos podem revelar comunicações, circunstâncias e conexões ainda desconhecidas que ajudem a esclarecer o que motivou a morte do jovem.
As prisões temporárias possuem validade inicial de 30 dias e buscam garantir o aprofundamento das diligências. Até o momento, os investigados ainda não haviam sido interrogados formalmente pela Polícia Civil.
Motivação do crime e próximas etapas da investigação
Enquanto as apurações avançam, a corporação mantém novas diligências em andamento e trabalha para concluir o inquérito com todos os detalhes sobre a execução de Jessé Farinha, caso que segue provocando repercussão em Marabá e no sudeste paraense.
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