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PM Gisele: acusado de matar a esposa começa a ser ouvido pela Justiça

Audiências de instrução marcam nova fase do processo que apura a morte da PM Gisele Alves Santana, que teria sido morta pelo próprio marido, o ten.cel. Geraldo Rosa Neto. Foto: divulgação/reprodução

O caso PM Gisele entra em uma nova etapa nesta segunda-feira, 29 de junho, com o início das audiências de instrução do processo que apura a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto responde à acusação de matar a esposa com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde o casal morava, na região central de São Paulo,em fevereiro deste ano.

Audiências de instrução

A fase de instrução será realizada durante cinco dias consecutivos. Nesse período, a Justiça ouvirá peritos criminais, policiais militares, investigadores, familiares da vítima e outras testemunhas consideradas importantes para o esclarecimento do caso. Ao final da programação, o oficial acusado será interrogado.

Tenente-coronel acusado pela morte da PM Gisele será interrogado no encerramento da instrução. Foto: divulgação/reprodução

Logo no primeiro dia, prestam depoimento o delegado responsável pela investigação, peritos criminais, policiais militares e outras testemunhas ligadas às apurações. Na terça-feira, 30 de junho, a Justiça ouvirá novos integrantes da Polícia Militar, uma testemunha protegida e pessoas que participaram das investigações. Já na quarta-feira, 1º de julho, familiares da vítima, incluindo a filha de Gisele Alves Santana, serão ouvidos. Na quinta-feira, 2 de julho, outras testemunhas, entre elas policiais militares e oficiais da corporação, prestarão depoimento. Por fim, na sexta-feira, 3 de julho, o cronograma será encerrado com o interrogatório de Geraldo Leite Rosa Neto.

Justiça inicia semana decisiva no processo que apura a morte da policial militar Gisele Alves Santana. Foto: divulgação/reprodução

Relembre o caso

O caso ganhou repercussão nacional após Gisele Alves Santana ser encontrada gravemente ferida na manhã de 18 de fevereiro, dentro do apartamento onde vivia com o marido, no bairro do Brás, em São Paulo. Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada ao Hospital das Clínicas, mas morreu horas depois. O laudo apontou que a policial sofreu traumatismo cranioencefálico provocado por disparo de arma de fogo.

Familiares, policiais e testemunhas participam da fase de instrução do caso PM Gisele. Foto: divulgação/reprodução

Inicialmente, a ocorrência foi registrada como suicídio. No entanto, o avanço das investigações e os resultados das perícias fizeram a Polícia Civil descartar essa hipótese. Segundo a investigação, a dinâmica do disparo não era compatível com um ato praticado pela própria vítima.

Com os elementos reunidos durante a apuração, a Justiça autorizou a prisão preventiva do tenente-coronel. Ele foi preso em 18 de março, em um condomínio residencial de São José dos Campos, no interior paulista, e passou a responder formalmente pela morte da esposa.

Desembargador fora da lista de testemunhas

Durante a fase de instrução, um nome que chegou a ser citado na investigação não será ouvido. O desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, apontado como amigo pessoal do acusado e para quem o oficial telefonou após o disparo, ficou fora da lista de testemunhas. De acordo com os autos, acusação e defesa concordaram que o depoimento não era necessário para a produção das provas relacionadas ao processo.

Com a conclusão das audiências e o interrogatório do réu, o processo avança para uma das etapas mais importantes da ação penal, que servirá de base para as próximas decisões da Justiça sobre o caso.

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