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Padrasto espanca bebê até a morte enquanto mãe buscava emprego

Maya Costa Cypriano, de 1 ano e 9 meses, morreu após ser agredida pelo padrasto.

A tragédia que vitimou a pequena Maya Costa Cypriano, de apenas 1 ano e 9 meses, chocou os moradores de Vila Valqueire, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O principal suspeito do crime, o padrasto Lukas Pereira do Espírito Santo, foi preso pela Polícia Civil após confessar ter espancado a enteada até a morte.

O caso ocorreu na última quinta-feira, dia 2 de abril, enquanto a mãe da criança, Emanuele Costa, havia saído de madrugada para participar de uma importante entrevista de emprego. Sem rede de apoio e confiando no companheiro, que até então não apresentava comportamento violento, ela deixou a filha sob os cuidados de Lukas na residência da família, localizada na comunidade do Quiririm.

De acordo com os relatos da mãe, o padrasto entrou em contato por telefone por volta das 8h da manhã, demonstrando desespero, mas sem revelar o que havia acontecido. Devido à falta de sinal de celular no local onde Emanuele estava, ela só conseguiu retornar a ligação por volta das 10h. Ao chegar em casa, perto do meio-dia, encontrou a filha semiacordada, com o corpo gelado e apresentando sinais claros de debilidade.

Postura fria do suspeito

Desesperada, a mãe contou com a ajuda de um motoboy para levar a menina até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Campinho. Lukas acompanhou as duas até a unidade de saúde, mantendo uma postura fria que chamou a atenção da família posteriormente.

Na UPA, os médicos constataram que Maya já chegou sem vida, vítima de uma parada cardiorrespiratória. Durante o exame clínico inicial, a equipe médica identificou diversas marcas de agressão e hematomas pelo corpo do bebê, o que levou ao acionamento imediato da polícia. Inicialmente, o casal prestou depoimento na 29ª DP (Madureira) e foi liberado, mas o laudo do Instituto Médico Legal (IML) foi determinante para a reviravolta no caso: a perícia apontou que a causa da morte foi uma grave lesão na região abdominal, causada por ação violenta.

Prisão e confissão do assassino

Com as evidências em mãos, a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) assumiu o caso e obteve o mandado de prisão contra Lukas. No novo interrogatório, confrontado com os fatos, o homem admitiu o espancamento. Emanuele desabafou sobre a frieza do agressor, afirmando que ele não demonstrou remorso ou emoção enquanto ela sofria no hospital.

O corpo da pequena Maya foi enterrado no domingo, dia 5 de abril, no Cemitério do Caju, sob forte comoção e gritos de justiça por parte de amigos e familiares. O acusado agora responde pelo crime de feminicídio, enquanto a polícia investiga se houve omissão ou outras circunstâncias que contribuíram para o desfecho fatal.

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