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Mulher mantida em cárcere por companheiro é resgatada no Marajó

Denúncia anônima levou forças de segurança até a comunidade Furo Grande; mulher, que mora em Macapá, relatou agressões e ameaças do companheiro.

Uma mulher mantida em cárcere privado por mais de uma semana pelo próprio companheiro foi resgatada neste sábado (29), na comunidade Furo Grande, em Breves, no Arquipélago do Marajó. A vítima foi localizada por equipes de segurança pública que atuam na Base Fluvial Integrada Antônio Lemos após uma denúncia anônima indicar o imóvel onde ela estaria sendo impedida de sair.

A operação mobilizou uma guarnição do Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu), com apoio das polícias Militar e Civil. Ao chegarem ao endereço informado na denúncia, os agentes encontraram a mulher, que confirmou estar sendo mantida contra a própria vontade.

Moradora de Macapá, capital do Amapá, a vítima deveria ter retornado para casa no dia 20 de agosto. Segundo as informações repassadas às forças de segurança, porém, o companheiro teria impedido a viagem por meio de agressões e ameaças, mantendo a mulher em cárcere na comunidade localizada na região do Marajó.

Suspeito é preso após resgate

Após o resgate, as equipes realizaram buscas e localizaram o suspeito nas proximidades da residência. Ele recebeu voz de prisão e foi conduzido à autoridade policial para os procedimentos cabíveis. O homem permaneceu à disposição da Justiça.

O secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Ed-lin Anselmo, destacou a importância das denúncias para interromper situações de violência doméstica e permitir a atuação das forças policiais.

Mulher mantida em cárcere privado por mais de uma semana foi localizada por equipes de segurança na comunidade Furo Grande, em Breves. Operação de resgate mobilizou agentes do Grupamento Fluvial e das polícias Militar e Civil no Arquipélago do Marajó.

“Mais uma vez damos uma resposta rápida a casos de violência contra a mulher, e não vamos parar. Incentivamos que as denúncias sejam feitas para que vidas sejam salvas e possamos interromper ciclos de violência doméstica”, afirmou.

O titular da Segup ressaltou ainda que as operações de enfrentamento à violência contra a mulher vêm sendo ampliadas para regiões de difícil acesso no Pará.

“Temos intensificado nossas ações, inclusive em áreas mais remotas, como o Marajó, para garantir que nenhuma vítima fique sem assistência”, acrescentou.

SOS Mulher 190: ferramenta de proteção

Entre os mecanismos disponibilizados no Pará está o SOS Mulher 190, ferramenta integrada ao serviço de emergência da Polícia Militar. O sistema faz parte das medidas de enfrentamento à violência de gênero, ao lado da Deam Virtual, da Patrulha Maria da Penha e dos totens de atendimento.

Após cadastro prévio no site da Segup, a mulher cadastrada pode ser automaticamente identificada quando aciona o serviço de emergência, sem a necessidade de falar ao telefone. O Centro Integrado de Operações (Ciop) recebe o chamado, acompanha a localização da vítima em tempo real e pode enviar uma guarnição ao ponto indicado.

Segundo Ed-lin Anselmo, esses instrumentos são fundamentais para ampliar a rede de proteção. “A ferramenta SOS Mulher 190, por exemplo, integra um conjunto de medidas de enfrentamento à violência de gênero, como a Deam Virtual, a Patrulha Maria da Penha e os totens de atendimento”, destacou.

O resgate em Breves reforça também a importância da participação da população. Neste caso, foi uma denúncia anônima que levou as forças de segurança ao local onde a vítima estava e permitiu interromper mais de uma semana de cárcere, ameaças e violência.

Metadescrição: Mulher mantida em cárcere privado pelo companheiro por mais de uma semana é resgatada por forças de segurança em Breves, no Marajó.

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