A estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta na noite do dia 13 de setembro, na área externa do condomínio residencial La Piazza, onde morava com o namorado, no bairro Aldeota, em Fortaleza.
A universitária teria caído do último andar do edifício, e o laudo do IML apontou a causa da morte como politraumatismo em decorrência do impacto contra o solo. O namorado dela, o bacharel em Direito João Munhoz Neto, é procurado pela Polícia Civil do Ceará.
Contudo, a Secretaria da Segurança do Ceará não informou se ele é considerado suspeito ou se as autoridades buscam o jovem para prestar esclarecimentos.
A mãe do rapaz foi localizada pela Polícia Civil no início da noite de domingo (20) na praia do Cumbuco, em Caucaia, onde agentes cumpriram mandado de busca e apreensão e recolheram o celular e um tablet dela.
O que revelam as imagens
Imagens do circuito interno do condomínio obtidas pela imprensa registraram a movimentação do casal no dia da queda:
- 18h31 / 18h32: O namorado de Isabelle entra sozinho no elevador vestindo outra roupa, vai à portaria e deixa o prédio em um carro acompanhado da mãe.
- 19h12: Isabelle é registrada sozinha no elevador apertando o botão para o 23º andar , levando o celular na mão.
- 20h40: É registrado o barulho do impacto do corpo da estudante contra o solo na área externa.
- 22h48: O namorado retorna ao condomínio e é visto conversando no estacionamento enquanto a polícia já atendia a ocorrência no local.
Perícia
De acordo com a Perícia do Ceará, os exames laboratoriais realizados no corpo de Isabelle tiveram resultado negativo para substâncias toxicológicas. Além disso, a reportagem do Diário do Nordeste apurou que não foram encontrados sinais de luta corporal dentro do apartamento do casal.
Segundo a advogada Patrícia Viana, que representa a família da vítima, a jovem chegou ao Instituto Médico Legal (IML) sem documentos e sem que o paradeiro fosse informado aos parentes.
A mãe da estudante, a professora Isorlanda Caracristi, só soube do falecimento no dia seguinte, quando foi ao prédio acompanhada do irmão da jovem e precisou pressionar a administração do condomínio.
O celular da universitária foi recuperado e encaminhado para perícia técnica, assim como os aparelhos eletrônicos apreendidos com a mãe do namorado.
Relatos de relacionamento abusivo
A família da universitária afirma que Isabelle vivia um relacionamento abusivo e sob constante controle. De acordo com a advogada da família, depoimentos e áudios recebidos indicam que a jovem era monitorada por um rastreador no celular e enfrentava restrições severas em sua rotina.
Em desabafo divulgado nas redes sociais, a mãe de Isabelle afirmou que o companheiro da filha, 10 anos mais velho e um dos chefes dela no estágio, demonstrava comportamento “controlador e obsessivo”.
O irmão da estudante, Rafael Magalhães, lembrou que a jovem era comunicativa e sonhava desde criança em ser advogada criminalista e juíza para defender os direitos de mulheres e crianças.
Até o momento, o namorado e seus familiares não se pronunciaram publicamente sobre o caso. As autoridades aguardam a conclusão de todos os exames periciais para esclarecer a dinâmica completa dos fatos.
O post Morte de Isabelle Caracristi: o que se sabe até agora e novidades do caso da estudante que caiu de cobertura de prédio apareceu primeiro em Diário do Pará.






