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Morte de influenciadora expõe guerra entre facções CV e TCP pelo controle do poder

Morte da influenciadora investigada pela morte de um policial militar no Pará, mostra disputa de território de duas facções rivais.

A morte da “influenciadora” Evelyn Dantas, investigada pela participação na morte de um policial militar, em Mãe do Rio, no Pará, aponta uma possível disputa de território de duas facções rivais: TCP e Comando Vermelho. Antes do assassinato dela, na quarta-feira, 16, ela teria recebido o alerta de um comparsa para fugir para o Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, o “coração” operacional do CV. 

“Tenta sair fora daí, vem pra Penha”, diz a suposta mensagem no WhatsApp de Evelyn, que estava em casa, cumprindo prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. Na madrugada, criminosos invadiram a casa, a colocaram para fora, e a executaram a tiros. Antes de saírem, picharam a parede com a sigla “TCP”, junto a uma Estrela de Davi.

“TCP” é a sigla de Terceiro Comando Puro, facção rival do Comando Vermelho, que tem base no Complexo de Israel, um conjunto de cinco comunidades na zona norte do Rio de Janeiro. Evelyn, investigada por envolvimento com o CV, teria sido morta em uma possível expansão de território do TCP na região de Mãe do Rio.

TCP x Comando Vermelho

A TCP tem base no Complexo de Israel, um conjunto de cinco comunidades na zona norte do Rio de Janeiro. A facção surgiu em 2002 como dissidência do Comando Vermelho. A principal liderança é Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como “Peixão”. 

Já o CV tem como “coração” e bases operacionais os Complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A disputa de territórios de influência dos dois grupos criminosos é sangrenta e coloca o Rio de Janeiro em um fogo cruzado. 

Em julho passado, por exemplo, uma briga entre os “chefões” das duas facções deixou os bairros da Zona Norte do Rio de Janeiro em pânico. Reportagem do GLOBO aponta que locais como Cordovil, Brás de Pina e Vigário Geral, todos perto da Avenida Brasil, foram palco de tiroteios e mortes, forçando o aumento da presença das forças de segurança.

Saldo de violência

Em apenas 10 dias de julho, ao menos oito suspeitos morreram no confronto entre as duas facções.  As comunidades da Tinta e do Dourado, em Cordovil, são o motivo central dos confrontos, segundo fontes do GLOBO.

O jornal também aponta que, historicamente, as duas pequenas comunidades sempre foram alvo de disputa de ambas as facções. Reportagens no início dos anos 2000 já narravam mudanças constantes no CV nesta região. 

11 mortes após o assassinato do policial

Além de Evelyn, outras 10 pessoas foram mortas em confrontos policiais após o assassinato do sargento da reserva Antônio Anildo Alves, conhecido como “Boçal”, no Pará.

As primeiras mortes aconteceram durante operação para identificar suspeitos envolvidos na execução do sargento Alves, registrada no final da tarde do dia 29 de julho, em frente a um supermercado no centro de Mãe do Rio.

A escalada de violência atravessou outras cidades paraenses, onde investigados morreram em confronto com a polícia. A última morte foi a da influenciadora, esta, porém, com suposta retaliação de outra facção. O caso segue investigado pela Polícia Civil.

A Polícia Civil do Pará investiga o caso. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a autoria ou a motivação do crime.

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