Josué da Cruz Nascimento, conhecido pelo apelido de “Cavalo”, foi preso preventivamente em Belém durante a operação “Cavalo de Troia”, deflagrada pela Polícia Civil do Pará. Ele é investigado por extorsão e ameaça contra homens que teriam sido contatados por meio de aplicativo de relacionamento.
Segundo as investigações, Josué marcava encontros com as vítimas e, após os encontros em locais reservados, passava a exigir dinheiro sob a alegação de que teria sido combinado um suposto programa. Diante da recusa ou resistência, ele teria feito ameaças e conseguido transferências de valores por meio do Pix.
Duas vítimas identificadas em Belém
Até o momento, duas vítimas foram identificadas pela Polícia Civil. Uma delas é um turista procedente de São Paulo, abordado em um meio de hospedagem na capital paraense. A outra é moradora de Belém e relatou temor de possíveis represálias.
Durante as investigações, os policiais também localizaram uma lista com cerca de 80 nomes de homens, entre eles pessoas casadas, que teriam mantido encontros com o investigado. A Polícia Civil apura se essas pessoas também podem ter sido vítimas do mesmo tipo de crime.
Operação “Cavalo de Troia” e crimes investigados
A operação foi conduzida pela Delegacia de Proteção ao Turista, que cumpriu mandado de prisão preventiva e mandado de busca e apreensão domiciliar expedidos pelo Juízo da Vara de Juiz das Garantias da Região Metropolitana de Belém. Josué é investigado, em tese, pelos crimes previstos nos artigos 158 e 147 do Código Penal, que tratam, respectivamente, de extorsão e ameaça.
Ciente de que estava sendo procurado, o investigado se apresentou na sede da Delegacia de Proteção ao Turista, localizada na Estação das Docas. No local, foi informado sobre o mandado de prisão e seus direitos constitucionais. A família também foi comunicada sobre a prisão.
Durante a busca realizada na residência do investigado, no bairro da Pedreira, os policiais apreenderam um aparelho celular, que foi lacrado e será submetido à extração pericial de dados, mediante autorização judicial. O conteúdo do aparelho poderá auxiliar na identificação de outras possíveis vítimas e no esclarecimento das circunstâncias dos encontros.
Após ser submetido a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal Renato Chaves, Josué foi encaminhado à Central de Triagem da Marambaia, onde permanece à disposição da Justiça para audiência de custódia.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para verificar se outras pessoas foram vítimas do investigado. A lista encontrada e os demais materiais reunidos no inquérito serão analisados pelos investigadores.
A Delegacia de Proteção ao Turista e a Polícia Civil do Pará destacaram que seguem apurando o caso com atenção à preservação da intimidade das vítimas e ao acolhimento das pessoas que possam ter sido alvo de ameaças ou constrangimentos.
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