O julgamento de Cleiton de Oliveira Gomes, acusado de matar Sara Raabe Silva do Nascimento, de 5 anos, terminou nesta quinta-feira (13), em Belém, com a condenação do réu a 34 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado.
O júri popular foi conduzido pela 2ª Promotoria do Tribunal do Júri, que sustentou a condenação por uma série de crimes relacionados à morte da criança.
Cleiton foi condenado por homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado, crime sexual, vilipêndio de cadáver e ocultação de cadáver.
O Ministério Público, representado pelo promotor de Justiça Edson Sousa, pediu a aplicação da pena máxima durante o julgamento.
Apesar de ter confessado o assassinato de Sara, Cleiton negava os demais crimes. Durante o processo, ele afirmou que estava sob forte efeito de drogas no momento dos fatos e alegou não se lembrar de detalhes do que havia acontecido.
A versão apresentada pela defesa foi contestada pelo Ministério Público. Para a acusação, a dinâmica do crime e as circunstâncias envolvendo o desaparecimento e a privação da liberdade da criança demonstravam que o réu tinha consciência dos atos praticados.
Relembre o caso
Sara Raabe desapareceu em 18 de setembro de 2024, aos 5 anos, enquanto brincava nas proximidades de um córrego e de um balneário no Ramal Cupiúba, a cerca de cinco quilômetros do centro de Altamira, no sudoeste do Pará.
Quatro dias depois, o corpo da menina foi encontrado em uma área de mata próxima ao bairro Viena.
Cleiton de Oliveira Gomes foi detido por populares e, posteriormente, confessou o assassinato. Ele também indicou às autoridades o local onde havia deixado o corpo da criança.
O caso provocou forte comoção em Altamira e mobilizou moradores e equipes de segurança durante as buscas pela menina.
Julgamento ocorreu em Belém
O júri foi realizado em Belém após a Justiça determinar o desaforamento do processo, retirando o julgamento de Altamira.
A decisão levou em consideração a grande repercussão e a comoção provocadas pelo caso no município. O objetivo foi preservar a imparcialidade dos jurados durante o julgamento.
Ao final da sessão, os jurados acolheram as principais teses apresentadas pela acusação, e Cleiton foi condenado a 34 anos e 6 meses de prisão em regime fechado.
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