A cobrança por justiça marcou a primeira manifestação pública de Erisvaldo Almeida, pai da bebê Helena Almeida, de 10 meses, encontrada sem vida após uma confraternização em um apartamento de Fortaleza, no Ceará. Em entrevista ao programa Cidade Alerta, da Record TV, ele contestou as versões apresentadas sobre o caso e exigiu que todos os responsáveis pela morte da filha sejam identificados e punidos.
Helena morreu na segunda-feira (13) após ser levada pela mãe, Ysabelle Rodrigues, a uma unidade de saúde da capital cearense. A equipe médica identificou lesões compatíveis com violência sexual e acionou a polícia. A possibilidade de morte por asfixia também está entre as linhas investigadas, mas a causa oficial ainda depende dos resultados dos laudos periciais.
Erisvaldo afirmou que, até o momento da entrevista, conhecia apenas as informações divulgadas pela imprensa e pelas redes sociais. Ele disse que iria à delegacia acompanhado de um advogado para obter esclarecimentos e questionou como ninguém entre as cinco pessoas presentes no apartamento teria percebido o que ocorreu com a criança. Abalado, declarou: “Ela não tinha pecado de nada. Era um bebê, um anjinho, que tinha que ser protegida”.
Relato da mãe e prisões no caso Helena
Segundo o relato apresentado pela mãe, ela havia participado de uma confraternização familiar antes de seguir para o apartamento onde estava um homem de 22 anos com quem mantinha um relacionamento recente. Ysabelle afirmou que não consumiu bebida alcoólica e que permaneceu com a filha durante a noite. Depois de amamentar Helena, teria adormecido ao lado da criança e acordado horas mais tarde, quando percebeu que a bebê não reagia.
Dois homens foram presos durante a investigação. Eles foram identificados pela imprensa como Francisco Ray, que mantinha relacionamento com a mãe da criança, e Roberto Levy Rodrigues, primo dele. Os investigadores trabalham para reconstruir a dinâmica dos acontecimentos e esclarecer qual foi a participação de cada pessoa que estava no imóvel. Os presos são tratados como suspeitos e têm direito à presunção de inocência.
Repercussão nacional e clamor por justiça
O caso ocorreu no bairro Dionísio Torres e provocou repercussão nacional. Helena foi sepultada na terça-feira, 14 de julho, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. A Polícia Civil do Ceará aguarda os exames periciais e analisa depoimentos e outros elementos reunidos no inquérito para determinar a causa da morte e apontar eventuais responsabilidades criminais. Erisvaldo cobrou punição para todos os envolvidos no caso. “Eu quero justiça. Que todos paguem”, afirmou.
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