O desaparecimento do empresário Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos, teve um desfecho trágico. Após sete dias de buscas, equipes localizaram o corpo da vítima às margens do rio Cotia, entre Jandira e Carapicuíba, na Grande São Paulo. Familiares que acompanhavam a operação reconheceram o corpo no local.
As buscas mobilizaram policiais militares e civis, além de cães farejadores, drones, equipes especializadas e o helicóptero Águia da PM, equipado com câmera térmica. Agora, o corpo segue para o Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames periciais.
Emboscada planejada por pessoas próximas
Segundo a investigação, Marcelo foi vítima de uma emboscada planejada por pessoas próximas. A principal linha investigativa aponta que o empresário foi atraído até o local do crime por um amigo de longa data, identificado como Lucas Soares de Lima, conhecido pelo apelido de “Quadrado”. Conforme o inquérito, Lucas teria planejado o assassinato após o empresário interromper a ajuda financeira que costumava oferecer.
Além de Lucas, a polícia aponta a participação do irmão dele, Paulo Sérgio Soares de Almeida, e de Júlio César Moura Batista. Três suspeitos já estão presos, enquanto um quarto investigado permanece foragido.
Durante o período em que ficou em poder dos criminosos, Marcelo foi obrigado a realizar transferências bancárias, que somaram pelo menos R$ 8 mil, antes de ser morto.
Vídeos gravados pelos criminosos e plano de assassinato
A investigação também encontrou vídeos gravados pelos próprios criminosos. Em uma das gravações, o empresário aparece amordaçado e deitado sobre uma cama. Em outra, um dos suspeitos surge segurando uma faca diante do carro da vítima. Também foi localizado um vídeo em que um dos envolvidos admite participação no crime ao afirmar: “Sequestro, homicídio. Já era filhão.”
Os investigadores revelaram ainda que o assassinato já fazia parte do plano do grupo desde o início. Segundo o delegado responsável pelo caso, a intenção dos criminosos nunca foi apenas obter dinheiro, mas tirar a vida do empresário.
O imóvel onde Marcelo teria permanecido em cativeiro passou por perícia. No local, a polícia encontrou marcas de sangue, que agora serão submetidas a exames para reforçar as provas do inquérito.
Desaparecimento e localização do corpo
Outro detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi a participação da mãe de dois dos suspeitos. Ela procurou a polícia após saber do desaparecimento do empresário e contou que um dos filhos chegou em casa chorando, dizendo que o irmão havia “arrumado um problemão”. Ainda segundo o relato, Lucas teria ameaçado matar toda a família durante uma discussão.
Marcelo Magalhães estava desaparecido desde 16 de julho, quando foi visto pela última vez em um bar em Carapicuíba. Depois disso, seu carro, uma Land Rover Velar blindada, foi encontrado abandonado. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um homem deixou o veículo e fugiu correndo. A polícia também encontrou vestígios no automóvel, que passaram por perícia e ajudaram no avanço das investigações.
Com a localização do corpo, a polícia concentra agora os esforços para concluir o inquérito, capturar o suspeito foragido e esclarecer todos os detalhes da execução do empresário.
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