O julgamento de Lucas Magalhães, acusado no caso que envolve a morte da influenciadora digital Yasmin Fontes Cavaleiro de Macêdo, está em andamento desde a manhã desta terça-feira, 25 de agosto, no Fórum Criminal de Belém. Por volta de 21h45, os jurados foram para a sala secreta para analisar os quesitos apresentados pelo juiz responsável pelo julgamento.
Ao longo do dia, o Tribunal do Júri ouviu testemunhas e peritas antes de iniciar o interrogatório do réu. No fim da tarde, o julgamento entrou em uma nova etapa, com a sustentação do Ministério Público.
Por volta das 17h30, o promotor começou a apresentar sua sustentação aos jurados. Poucos minutos depois, houve uma mudança na posição apresentada pelo Ministério Público em relação à acusação de homicídio.
Segundo informações repassadas pela assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça do Pará, o promotor defendeu a condenação de Lucas Magalhães pelos crimes relacionados ao disparo de arma de fogo e à fraude processual. No entanto, em relação à morte de Yasmin, ele deixou de sustentar a tese de homicídio com dolo eventual e pediu a reclassificação para homicídio culposo.
A mudança representa uma alteração importante na sustentação apresentada durante o julgamento. No homicídio com dolo eventual, a acusação sustenta que o réu assumiu o risco de provocar a morte. Já no homicídio culposo, não há intenção de matar nem assunção do risco, mas a morte ocorre em razão de uma conduta considerada imprudente, negligente ou imperita.
Primeiro depoimento
O júri começou oficialmente às 9h48. A primeira testemunha ouvida foi Bárbara Ramos, que estava na lancha conduzida por Lucas Magalhães no dia em que Yasmin desapareceu.
Ao longo do julgamento, foram ouvidas testemunhas indicadas pela acusação e pela defesa. Duas peritas também prestaram depoimento no plenário.
Depois das oitivas, o juiz iniciou o interrogatório de Lucas Magalhães. Em seguida, o Ministério Público começou a apresentar sua sustentação.
O julgamento ainda está em andamento, e a sessão segue com as demais manifestações previstas no Tribunal do Júri.
Caso começou em 2021
Yasmin Macêdo tinha 21 anos, era estudante de medicina veterinária e influenciadora digital. Ela desapareceu durante um passeio de lancha no rio Maguari, em Belém, em dezembro de 2021.
O corpo da jovem foi encontrado no dia seguinte. As investigações apontaram afogamento como causa da morte.
Lucas Magalhães, proprietário e condutor da embarcação, responde no processo relacionado à morte da jovem. O caso chegou ao Tribunal do Júri após uma longa tramitação judicial.
Desde a manhã desta terça-feira, testemunhas, peritas e o próprio réu passaram a ser ouvidos. Agora, com a sustentação do Ministério Público, o julgamento entra em uma das etapas decisivas antes da manifestação da defesa e, posteriormente, da decisão dos jurados.
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