Mercado Financeiro

Dólar Comercial R$ 5,22 ▲
Euro R$ 5,64 ▲
Bitcoin +3.2% ▲

Editorias

Caso Karina Santos: “Ela não tinha motivos para tirar a própria vida”, diz advogado após inquérito ser concluído

27 de agosto de 2024: A Polícia Civil informou que investigava a morte de Karina, baleada dentro do carro de Davi.

O inquérito que apura a morte da biomédica Karina Santos, de 25 anos, foi concluído. Na quinta-feira (13), o advogado da família, Marco Pina, se pronunciou sobre o resultado da investigação e questionou a conclusão apresentada pela polícia.

Segundo a investigação, a jovem teria tirado a própria vida. O ex-companheiro de Karina foi indiciado por lesão corporal e violência psicológica, mas não por feminicídio.

A família, porém, contesta a conclusão do inquérito. Em entrevista, Marco Pina afirmou que o entendimento da investigação causou estranheza e destacou o histórico de violência que, segundo ele, existia no relacionamento.

“Isso sim me causa estranheza. Sem dúvida me causou muita estranheza, né, ele não ter sido indiciado por feminicídio, tão somente por lesão corporal e violência doméstica”, afirmou o advogado.

Veja a entrevista:

Advogado contesta conclusão do inquérito

Marco Pina afirmou que o histórico do relacionamento entre Karina e o ex-companheiro deve ser considerado na análise das circunstâncias da morte.

Segundo o advogado, os autos reuniriam conversas, imagens e registros de episódios de violência ocorridos durante os cerca de três anos de relacionamento entre os dois.

“Em razão do histórico de violência, que ao longo de 3 anos de relação, entre vítima e indiciado, uma série de atos comprovados de violência com imagem, realmente ela apanhava muito dele, muita violência psicológica”, declarou.

O advogado também afirmou que Karina havia acabado de se formar em Biomedicina e, segundo ele, não teria motivos para tirar a própria vida.

“Ela não tinha motivos nenhum para tirar vida, ela tava no auge da vida dela, tinha acabado de se graduar, de se formar”, disse o advogado.

Linha do tempo do caso:

Ministério Público ainda vai analisar o caso

Apesar da conclusão do inquérito, o caso ainda não está encerrado. Agora, o Ministério Público deverá analisar os elementos reunidos pela polícia e decidir se concorda ou não com o entendimento apresentado pela autoridade policial.

“O Ministério Público não é obrigado a seguir o entendimento da delegada”, explicou Marco Pina.

Segundo o advogado, caso o promotor entenda que existem elementos para aprofundar a investigação, os autos podem retornar à delegacia para novas diligências.

“Os autos podem voltar pra delegacia para novas diligências, novas oitivas, novas perícias e tudo mais, para que chegue realmente ao resultado, a verdade”, afirmou.

Família de Karina não acredita em suicídio

Marco Pina afirmou que a família não acredita na hipótese de que Karina tenha tirado a própria vida.

Segundo o advogado, os familiares defendem que a morte da biomédica deve ser esclarecida a partir de todos os elementos reunidos durante a investigação.

“Nós enquanto defesa e a família não acreditamos que ela tirou a própria vida e sim que a vida dela foi tirada”, declarou.

O que aconteceu com Karina?

Karina Santos, de 25 anos, morreu após ser atingida por um disparo de arma de fogo enquanto estava em um carro com o ex-companheiro, em agosto de 2024.

Segundo informações apresentadas pela família na época, a biomédica havia aceitado uma carona do ex-namorado, com quem manteve um relacionamento de aproximadamente três anos.

Após o disparo, o homem levou Karina ao Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, em Ananindeua. A jovem, porém, não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada na unidade.

Inicialmente, o caso foi investigado pela Delegacia de Feminicídio, diante da possibilidade de que a morte tivesse sido provocada pelo ex-companheiro.

A defesa do homem, por outro lado, sustentou a versão de que Karina teria efetuado o disparo contra si mesma. Essa hipótese foi considerada na investigação e aparece na conclusão do inquérito.

Reprodução simulada foi realizada em 2025

Durante a investigação, a Polícia Civil e a Polícia Científica do Pará realizaram uma reprodução simulada dos fatos em fevereiro de 2025.

A simulação ocorreu no estacionamento do Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão, em Belém. O procedimento teve como objetivo reproduzir as circunstâncias apresentadas nos depoimentos e confrontá-las com os vestígios encontrados.

A análise contou com policiais civis e peritos criminais e fez parte das diligências realizadas para esclarecer a morte da biomédica.

Com o inquérito concluído, o próximo passo será a avaliação do Ministério Público. A decisão poderá manter o entendimento policial ou determinar novas diligências para esclarecer as circunstâncias da morte de Karina.

O post Caso Karina Santos: “Ela não tinha motivos para tirar a própria vida”, diz advogado após inquérito ser concluído apareceu primeiro em Diário do Pará.

Compartilhe:

WhatsApp
X
Facebook
Threads