A família da empresária Giovanna Coelho Gomes, Ana Caroline, quebrou o silêncio e se pronunciou após a divulgação do laudo da morte da jovem. Ela morreu após um procedimento estético em uma clínica de Belém. Em vídeo nas redes sociais, a irmã de Giovana, Ana Caroline, falou sobre o afastamento da internet, o luto e os detalhes do caso.
Ana Caroline disse que a leitura do laudo técnico do IML foi um momento extremamente doloroso e difícil para a família, o que motivou a decisão de se resguardar temporariamente para começar a entender como viver sem a presença de Giovanna.
O objetivo da família é compreender o que de fato aconteceu com a irmã e garantir que a justiça seja feita de forma calma, tranquila e amena.
“A nossa luta está começando, mas é bem importante a gente dizer que a gente não está com como se fosse com sentimentos de ira ou algo assim. Não, a gente só quer entender o que aconteceu com a minha irmã”, declarou a irmã da vítima.
Laudo do IML confirma choque hemorrágico
O laudo do IML concluiu que Giovanna morreu vítima de um choque hemorrágico associado a uma síndrome compartimental abdominal. A paciente sofreu um sangramento intenso no período pós-operatório, o que gerou o acúmulo de sangue, coágulos e hematomas nos tecidos da parede abdominal.
Esse acúmulo de fluidos desencadeou uma pressão crítica e crescente dentro do abdômen da jovem. De acordo com os legistas, a pressão interna extrema comprometeu a respiração, dificultou o retorno do sangue ao coração e provocou uma queda acentuada do débito cardíaco.
Mesmo com as tentativas médicas de realização de transfusão de sangue e administração de remédios para estabilizar a circulação, o organismo de Giovanna evoluiu para um choque circulatório irreversível.
Inquérito policial e os próximos passos
O caso teve início após Giovanna ser submetida a quatro procedimentos estéticos simultâneos no dia 7 de agosto: lipoaspiração, abdominoplastia, colocação de próteses mamárias e enxerto nos glúteos.
A cirurgia foi realizada em Belém pelo médico cirurgião André Santana Melo e a paciente veio a óbito no dia seguinte, 8 de agosto, em um hospital particular. A Polícia Civil do Pará instaurou um inquérito que corre sob a classificação provisória de homicídio culposo, apurando se houve eventual negligência, imprudência ou imperícia médica.
O cirurgião André Santana Melo já prestou depoimento às autoridades policiais e não assumiu a responsabilidade pelo óbito de Giovanna. Anteriormente, a defesa do médico alegou que o caso carece de esclarecimentos técnicos aprofundados e que não existem elementos seguros para atribuir culpas neste momento.
Por outro lado, o advogado que representa a família de Giovanna, Marco Pina, revelou que mais de dez mulheres procuraram a equipe jurídica após a repercussão pública do episódio para relatar problemas e complicações pós-operatórias ocorridas após procedimentos conduzidos pelo mesmo cirurgião.
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