O julgamento de Leonardo Felipe Giugni Bahia, acusado de matar a própria mãe, Arlene Giugni, e tentar matar a irmã, que estava marcado para esta terça-feira (29), foi adiado para 6 de abril de 2027, em Belém.
O adiamento ocorreu após uma mudança na defesa do réu às vésperas da sessão. Leonardo destituiu os seis advogados que estavam habilitados no processo e, ainda na segunda-feira (28), constituiu o advogado Paulo Napoleão Gonçalves Quezado, da OAB do Ceará.
Pouco depois de ser habilitado, o novo defensor apresentou um pedido para que o julgamento fosse adiado. A solicitação foi acolhida, e a nova data foi definida para abril de 2027.
Com a decisão, o caso, que teve origem em janeiro de 2022, quando Arlene foi morta dentro do apartamento da família, ficará mais de cinco anos sem julgamento. A sessão que estava prevista para ocorrer nesta terça seria realizada pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Belém.
Leonardo responde por homicídio qualificado pela morte da mãe e tentativa de homicídio qualificado contra a irmã. O caso chegou à Justiça após o acusado se entregar à polícia depois dos crimes.
A defesa do réu passou por mudanças ao longo da tramitação do processo, que também foi marcado por novas perícias e alterações na situação processual da irmã, inicialmente envolvida no processo e posteriormente reconhecida como vítima.
O adiamento ocorre, portanto, no dia anterior ao julgamento, depois da substituição integral da equipe de advogados que representava Leonardo.
A nova sessão do Tribunal do Júri está marcada para 6 de abril de 2027.
Entenda o crime ocorrido em Batista Campos
Na madrugada de 18 de janeiro de 2022, segundo a investigação, Leonardo atacou a mãe enquanto ela dormia, dentro do apartamento da família, na Rua dos Mundurucus, em Batista Campos.
Veja fotos:
Arlene Giugni da Silva não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no quarto. Depois, Leonardo teria ido até o quarto da irmã, Juliana, e também a atacado com uma faca. Ela sobreviveu.
Segundo o relato atribuído ao réu nos autos, Juliana teria dito que o amava durante o ataque. Após isso, ele teria interrompido a agressão, acionado o CIOP e aguardado a chegada da polícia para se entregar.
Processo passou por mudança de rumo
Inicialmente, Leonardo foi denunciado pelo homicídio da mãe e pela tentativa de homicídio contra Juliana. Em 2022, porém, o Ministério Público chegou a incluir a irmã como acusada, após novas perícias e depoimentos.
Posteriormente, a Justiça retirou Juliana da condição de acusada e passou a reconhecê-la como vítima sobrevivente. Leonardo permaneceu como réu no processo, cuja instrução contou com depoimentos de testemunhas da acusação e da defesa.
Relembre o caso:
O que será analisado pelo Tribunal do Júri
O julgamento ocorrerá perante a 3ª Vara do Tribunal do Júri, sob presidência do juiz Homero Lamarão, com atuação do promotor Edson Augusto Cardoso de Souza, segundo a informação mais recente divulgada sobre o caso.
A acusação sustenta a denúncia apresentada ao Tribunal do Júri, enquanto os jurados deverão analisar as circunstâncias descritas no processo. O caso envolve a morte de Arlene e a agressão sofrida por Juliana.
O post Às vésperas do júri, acusado de matar a mãe troca seis advogados e julgamento vai para 2027 apareceu primeiro em Diário do Pará.






