Sessões de fist fucking ou fisting, orgias com até cinco profissionais do sexo, consumo de álcool e drogas e encontros que chegavam a custar R$ 50 mil por noite fazem parte do relato de uma mulher que acusa um advogado conhecido em Brasília de deixar uma dívida de aproximadamente R$ 300 mil. A relação teria durado 11 anos e terminou com tentativas frustradas de cobrança e o caso levado à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). As identidades dos envolvidos não foram divulgadas.
Segundo reportagem publicada pelo Metrópoles nesta quinta-feira (24), a mulher atuava como organizadora dos encontros sexuais solicitados pelo advogado. As sessões reuniam mulheres cis e transexuais contratadas para participar de diferentes práticas e fetiches escolhidos pelo cliente.
Fist fucking fazia parte das sessões
Entre as práticas descritas está o fist fucking, também conhecido como fisting, modalidade de penetração realizada com a mão e, em algumas situações relatadas pela publicação, avançando pelo antebraço. Segundo o Metrópoles, as acompanhantes utilizavam luvas durante as sessões. Vídeos dos encontros teriam sido obtidos pelo portal, mas parte do material foi considerada imprópria para publicação devido ao conteúdo sexual explícito.
A reportagem descreve os encontros como orgias organizadas de acordo com os pedidos do advogado. Algumas sessões reuniam até cinco acompanhantes, com pagamento de aproximadamente R$ 10 mil para cada participante. Dessa forma, uma única noite poderia atingir R$ 50 mil somente com as profissionais contratadas.
A mulher que organizava os encontros afirma ainda que era chamada para socorrer o advogado quando ele passava mal. Segundo seu relato, as situações ocorriam após consumo excessivo de uísque e uso de crack. Nessas ocasiões, ela diz que cuidava da situação, assumia despesas imediatas e preservava a discrição do cliente. Essas informações integram a versão apresentada pela denunciante e não representam conclusão das autoridades sobre os fatos.
Dívida e tentativas de quitação
A relação profissional e de confiança teria começado a se deteriorar em 2021. A mulher sustenta que os pagamentos passaram a atrasar enquanto continuavam acumuladas despesas com acompanhantes, comissões e valores que teria desembolsado para atender o advogado em situações emergenciais.
Ao longo dos anos, o débito teria chegado a aproximadamente R$ 300 mil. A denunciante afirma ter reunido registros financeiros, conversas e vídeos produzidos durante os encontros para demonstrar a relação mantida com o advogado e fundamentar a cobrança.
Rolex seria réplica
Uma das tentativas de reduzir a dívida envolveu um relógio apresentado como Rolex. Segundo a mulher, o advogado entregou a peça informando que ela estaria avaliada em R$ 180 mil e poderia servir como garantia ou compensação financeira.
Ao procurar avaliação especializada, entretanto, ela afirma ter descoberto que o relógio seria uma réplica sem o valor comercial anunciado. O episódio passou a fazer parte do conjunto de informações reunido pela denunciante.
Acordos terminaram sem quitação
A cobrança também chegou a escritórios de advocacia. Conforme a reportagem, foram firmados compromissos prevendo parcelas próximas de R$ 67 mil, mas apenas uma pequena parte do valor total teria sido paga.
Em janeiro de 2026, outro advogado teria pedido duas semanas de prazo, alegando que o devedor estava internado em uma clínica de reabilitação. Segundo a denunciante, o período terminou sem a quitação prometida.
Depois de anos de encontros, pagamentos e negociações, a disputa chegou à PCDF. O material entregue às autoridades inclui conversas, registros financeiros e vídeos das sessões sexuais. O escritório que representa a mulher afirma ter procurado o advogado para buscar um acordo, mas não teria obtido retorno do escritório do qual ele é sócio. As acusações ainda dependem de apuração e não significam reconhecimento de responsabilidade civil ou criminal.
O post Advogado é acusado de calote de R$ 300 mil após orgias de até R$ 50 mil com drogas; festas tinham “fist fucking” apareceu primeiro em Diário do Pará.






