Mercado Financeiro

Dólar Comercial R$ 5,22 ▲
Euro R$ 5,64 ▲
Bitcoin +3.2% ▲

Editorias

Sessão na Alepa homenageia os 69 anos da CEPLAC

Uma das mais importantes entidades de pesquisa, inovação tecnológica e apoio à agricultura do Brasil completa neste ano, 69 anos de fundação, comemorados com uma sessão solene na Assembleia Legislativa do Estado (Alepa) em homenagem à Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira – CEPLAC.

A sessão foi uma iniciativa do deputado Eraldo Pimenta, para incentivar e reconhecer a importância do trabalho de pesquisadores, técnicos, extensionistas, dirigentes, produtores de cacau no Pará. A sessaõ aconteceu nesta segunda-feira (04), no auditório João Batista.

“Nestas quase sete décadas, a CEPLAC tem desempenhado um papel crucial no fortalecimento da cadeia produtiva do cacau, impulsionando a agricultura familiar, promovendo a pesquisa e inovação, e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida de milhares de trabalhadores rurais”, disse o deputado.

A lavoura cacaueira no Estado do Pará, hoje está entre as primeiras colocações, tanto na produção quanto em área cultivada.

Eraldo Pimenta ressaltou os indicadores da cadeia produtiva do cacau, entre 2018 e 2025. O número de produtores teve um aumento de 6,2%, refletindo também no crescimento do emprego no setor, chegando a 397 mil vagas diretas e indiretas. A produção (por tonelada) também cresceu no período, passando de 110 mil toneladas em 2018 para 153 mil toneladas em 2025.

“Esses números refletem o extraordinário desempenho da CEPLAC em nosso estado, que faz destacar a eficácia da lavoura cacaueira do Pará”, comemorou o parlamentar. “Por isso, hoje não celebramos apenas a trajetória da CEPLAC, mas também prestamos homenagem a todos os indivíduos que dedicaram suas vidas ao desenvolvimento desse setor”.

Márcia Nóbrega, produtora de cacau do município de São Francisco do Pará, enalteceu o trabalho da CEPLAC. “Há 47 anos produzimos cacau, com todo apoio da CEPLAC. Na nossa lavoura, costumo dizer que a CEPLAC é quem manda: diz o que devemos plantar, como e quando plantar”.

Para Alberto Oppata, da cooperativa mista de Tomé-Açu, “o trabalho de 6 mil agricultores familiares, em cerca de 4 mil hectares do município, conta com o apoio da CEPAC, mas ele destaca que “precisamos de renovação na CEPLAC para manter o avanço, para formar os sucessores dos técnicos, para continuar mostrando que a agricultura, o cacau, são viáveis”.

O superintendente federal de agricultura no Pará, Kléber Rezende, ressaltou o desempenho da CEPLAC nesses 69 anos. “A CEPLAC tem atuação destacada na pesquisa, no ensino, no apoio à produção. Cumpre um papel fundamental com foco na sustentabilidade e na agroecologia, agregando valor na produção”.

O secretário de estado de agricultura familiar, João Batista Pereira, lembrou que a criação da CEPLAC “trouxe esperança, desenvolvimento, fez assistência técnica e pesquisa de excelência e mostrou resultados, sendo atualmente uma das instituições ligadas ao Ministério da Agricultura com melhor referência. O governo do Pará está junto com a CEPLAC, por meo do Funcacau, de outros programas e legislações e no trabalho de apoio ao desenvolvimento do cacau em nosso estado”.

José Raul Guimarães, da CEPLAC, destacou que o Pará tem hoje 34 mil produtores rurais na cadeia produtiva do cacau, sendo 95% deles da agricultura familiar. Eles são responsáveis por mais de 20 mil toneladas de cacau por ano. “Esses números nos dão muito orgulho. A CEPLAC prima pela qualidade e pela inovação tecnológica. Nosso estado é o território que mais planta cacau n Brasil. Temos 234 mil hectares de área plantada e nossos indicadores confirmam que a nossa produção cacaueira é uma das mais promissoras no Brasil e no mercado internacional”, concluiu.

Homenagens – durante a sessão, foram entregues 13 diplomas de homenagem especial da Alepa para servidores da CEPLAC, autoridades e produtores da cadeia produtiva do cacau no Pará.

Referência – A CEPLAC é uma instituição pública de pesquisa vinculada, criada em 1957, quando o país atravessava uma grave crise na produção de cacau, principalmente na Bahia. A atuação no Pará iniciou em 1965. Desde a sua criação, o órgão vem acumulando inúmeras conquistas, graças ao seu modelo de atuação integrada, onde num só órgão desenvolve atividades de pesquisa, extensão rural e ensino agrícola.

Quer saber mais de Pará? Acesse o nosso canal no WhatsApp

O Estado é líder absoluto na produção de cacau no Brasil, e a região transamazônica responde por 86% dessa produção no estado, nos municípios de Novo Repartimento até Uruará, sendo Medicilândia o epicentro do polo cacaueiro do Pará. Outros municípios que se destacam são Altamira, Placas, Anapu, Brasil Novo, Vale do Xingu, Tucumã e Tomé-Açu.

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest