Os corredores das universidades federais brasileiras voltaram a ecoar palavras que há décadas fazem parte da história do ensino público no país: mobilização, negociação e resistência. Em Belém, a rotina no campus Guamá da Universidade Federal do Pará (UFPA) amanheceu marcada por faixas, manifestações e portões fechados, em mais um capítulo da pressão nacional dos servidores técnico-administrativos contra o governo federal.
Na manhã desta quinta-feira (7), técnicos administrativos da UFPA fecharam os portões 3 e 4 da instituição como parte do “Dia Nacional de Luta”, organizado pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra). A categoria cobra o cumprimento de acordos firmados após a greve nacional de 2024 e denuncia a falta de avanço nas negociações com o governo.
CONTEÚDO RELACIONADO
- Uepa promove terceira edição do Festival Toró em Belém
- Fibra exibe “12 Homens e uma Sentença” na sexta-feira (8)
- Semana da enfermagem em Belém oferece oficinas e mini-cursos
CATEGORIA COBRA CUMPRIMENTO DE ACORDO
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Pará (Sindtifes-PA), a paralisação nacional já soma 74 dias e envolve servidores de 55 universidades federais em todo o país, incluindo a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa).
De acordo com a entidade, os trabalhadores reivindicam o cumprimento de 18 itens previstos no Termo de Acordo assinado ao final da greve do ano passado. Entre as principais pautas estão a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para servidores ativos e aposentados, a jornada de 30 horas semanais e a regulamentação dos plantões em hospitais universitários.
Quer mais notícias locais? Acesse o canal do DOL no WhatsApp.
MOBILIZAÇÃO DENUNCIA CORTES ORÇAMENTÁRIOS
Além das reivindicações salariais e funcionais, os servidores denunciam o avanço do sucateamento das universidades federais e os impactos dos cortes orçamentários sobre o funcionamento das instituições.
Segundo os trabalhadores, a redução de investimentos compromete serviços básicos, afeta a permanência estudantil e dificulta o funcionamento administrativo e acadêmico das universidades públicas.
A mobilização desta quinta-feira integra uma série de atos nacionais organizados pela Fasubra para pressionar o governo federal a reabrir os canais de negociação.
GREVE SEGUE SEM PREVISÃO DE ENCERRAMENTO
Sem apresentação de uma nova proposta oficial por parte do governo, o movimento paredista segue por tempo indeterminado. A expectativa da categoria é ampliar a pressão política nas próximas semanas com novos atos e paralisações em diferentes universidades do país.







